Sociedade

Violência contra a mulher

No mundo cor de rosa de Damares, a resposta para a violência contra a mulher é fazer bolo para Bolsonaro

Em live nesta quarta, 25 de novembro, dia internacional de combate a violência contra as mulheres, a ministra Damares Alves preparou um bolo para presentear Bolsonaro e declarou que este seria “um dos maiores eventos” de seu ministério.

quinta-feira 26 de novembro de 2020| Edição do dia

No mesmo dia, 25 de novembro, que é marcado em toda a América Latina e o Caribe pelo combate à violência contra as mulheres, Damares lançou em uma live o programa “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres” dentro de uma cozinha cor de rosa, preparando um bolo, isso mesmo, um bolo para presentear ninguém menos do que o presidente misógino Jair Bolsonaro.

Não bastou ela própria protagonizar episódios de reprodução da violência contra as mulheres, seja quando seu ministério agiu para ocultar dados de violações, ou mesmo ter defendido que a menina de 10 anos que foi estuprada pelo tio deveria ter seguido com a gravidez. Agora ela quer argumentar que a live preparando um bolo para Bolsonaro seria para estimular as mulheres que sofrem violência doméstica a serem “nano empreendedoras” para terem sua própria fonte de renda, ou seja, jogando individualmente nas costas das mulheres vítimas da violência patriarcal a responsabilidade por romper o próprio ciclo da violência.

Como declarou Diana Assunção, que foi co-candidata a vereador em São Paulo pela Bancada Revolucionária, “o Brasil é um dos países com maior número de casos de violência contra as mulheres, como feminicídios, agressões e estupros. Nós entendemos que casos absurdos como estes não são fatos isolados, mas são o ápice de uma longa cadeia de violência contra as mulheres, que tem raízes profundas no patriarcado e no capitalismo, que se apropria e utiliza a opressão as mulheres para poder lucrar mais, intensificando a exploração por meio da divisão dos trabalhadores e de uma exploração ainda mais intensa de metade deles: as mulheres.”

Por essa razão, uma resposta de fato, que vá à raiz da violência contra as mulheres, não vai vir de Damares ou outros representantes dos capitalistas que aumentam seus lucros se apoiando no patriarcado. Para Diana, para combater Damares, Bolsonaro e suas cruzadas contra as mulheres, “precisamos confiar apenas em nossas forças fortalecendo a unidade com a classe trabalhadora que hoje mais do que nunca tem rosto de mulher e de mulher negra!”




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