Política

RIO DE JANEIRO

No dia que começaram eleições, Janot pede para arquivar inquérito contra Pedro Paulo, agressor de mulheres

Justamente no dia que iniciam as eleições em todo país, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot pediu ao STF o arquivamento do processo contra o agressor Pedro Paulo, candidato do prefeito Eduardo Paes para sua sucessão.

terça-feira 16 de agosto| Edição do dia

No mesmo dia em que se inicia oficialmente a campanha eleitoral, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal pedindo o arquivamento do inquérito contra o candidato Pedro Paulo, acusado de agredir sua ex-esposa, Alexandra Mendes Marcondes, na época que eram casados em 2010.

No documento, Janot diz acreditar ser IMPROVÁVEL que o deputado tenha cometido as agressões. A decisão ficará nas mãos de outro homem, o ministro Luiz Fux, se atende o pedido de Janot ou se mantém as investigações em curso. Fux, que foi responsável por determinar como ilegal a greve dos professores do Rio no ano de 2013, ajudou outro político do Rio de Janeiro recentemente, arquivou o processos de cassação contra o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) que "coincidentemente" na mesma semana nomeou a filha de Fux desembargadora do TJ RJ.

O ministro Janot vai mais além na tentativa descarada de livrar o candidato do PMDB da acusação de ter agredido fisicamente sua ex mulher e assim como na maioria dos casos de violência culpabiliza a vítima. Dizendo que as lesões no corpo de Alessandra seriam porque ela agrediu Pedro Paulo e que ele apenas teria se defendido. Nas informações prestadas à polícia em 2010, a vítima relatou empurrões, chutes e socos, que fizeram com que Alexandra perdesse um dente. Mais uma vez a justiça coloca a culpa da agressão na própria vítima, mesmo com várias declarações de Pedro Paulo assumindo a violência. Pedro Paulo, Paes, Janot naturalizaram o caso de violência e mostraram mais uma vez que a justiça e os políticos não governam em defesa das mulheres. Mostraram mais uma vez como a justiça esta a serviço dos ricos e poderosos e que usam isso a serviço dos interesses. Ainda no caso dos juízes que não são eleitos pela população.

No final, todos esses homens políticos e poderosos decidiram que Pedro Paulo é inocente e Alessandra é culpada. Não é à toa que isso se deu no dia do inicio das eleições municipais em que Pedro Paulo não vinha bem nas pesquisa por ser visto como agressor de mulheres. Não é à toa que a Globo reservou parte de suas notícias para tentar inocentar o seu candidato. Dessa vez o partido golpista do PMDB contou com a ajuda do STF para tentar avançar em mais uma eleição com uma política repleta de corrupção e privatização no Rio mesmo tendo um candidato que o principal problema da sua campanha é a violência a mulher.

A impunidade, a culpabilização das vítimas e o encerramento do inquérito, a escandalosa defesa pelos seus correligionários do PMDB mostra como a prefeitura do Rio de Janeiro nas mãos dos partidos da casta política ligada aos empresários, à corrupção, aos privilégios, só pode servir para encobertar não só a corrupção mas também a violência contra as mulheres. Temos que lutar para que acabem os privilégios dos funcionários políticos, pois é fundamental para modificar a estrutura política, exigindo que todo funcionário político ganhe igual o salário de uma professora. Temos que exigir a revogabilidade completa e imediata dos mandatos na medida em que eles vão contra os interesses dos trabalhadores e a população. Temos que exigir o fim do Foro Especial para os políticos e juízes que cometam crimes comuns e sejam julgados como qualquer cidadão.

Abaixo o privilégio da impunidade aos parlamentares e juízes!

Basta de machismo!

O RIO NÃO QUER PREFEITO QUE BATE EM MULHER!




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