Gênero e sexualidade

8M - ESTADO ESPANHOL

No dia da mulher, 5 milhões participam de greve histórica no Estado Espanhol

Sindicatos no Estado Espanhol afirmam ter adesão de 5,3 milhões de pessoas à greve geral no Dia Internacional da Mulher, expressando atos com cânticos combativos, denunciando o machismo e as condições de trabalho, e tendo como métodos piquetes e fechamentos de rua, além de ocupações de metrôs, hospitais e outros locais públicos para levar as denúncias das mulheres para o conjunto da população.

quinta-feira 8 de março| Edição do dia

Fala-se em aproximadamente 300 manifestações e concentrações em mais de 200 cidades, com a frase “Se nós paramos, paramos o mundo” com um dos lemas da greve.

Centrais sindicais importantes no país como CGT e CNT em nível estatal, além de outros sindicatos das distintas comunidades autônomos (estados) se somaram a greve de 24h. Em outros casos, os grandes sindicatos da Comissões Operárias e da UGT limitaram-se a convocar paralisações parciais das 11h30 às 13h30, e das 16h às 18h.

Já durante o raiar do dia bem cedo se iniciava numerosos piquetes em centros de trabalho e estudo, assim como piquetes móveis que recorriam as principais cidades do país.

Por volta do meio dia, manifestações estudantis também puderam ser vistas tomando as ruas, junto a concentrações nos campi universitários. Muitas faculdades amanheceram com piquetes de estudantes para levar adiante a jornada de greve de mulheres e greve estudantil.

Nas massivas manifestações com milhões durante essa tarde as mulheres estavam a frente dos atos entonando o grito de “Vamos parar tudo” em todas as cidades espanholas. Pode-se dizer que trata-se de uma jornada história para a Espanha, que já estava há oito anos sem uma greve geral, e também expresse um dos mais importantes fenômenos de luta das mulheres no dia de Paralisação Internacional das Mulheres.

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