Política

LUTA DAS MULHERES

No dia da luta pelo direito ao aborto, Ana Amélia defende a criminalização enquanto fala #EleNão

Neste dia 28, em debate que reuniu vice-candidatas à presidência, a reacionária e escravista Ana Amélia, do PP, vice de Alckmin, não apenas se colocou contrária à legalização do aborto, como defendeu que as mulheres sejam punidas por fazê-lo.

sábado 29 de setembro| Edição do dia

No dia de luta latino-americano e caribenho pelo direito ao aborto, em um país onde morrem cerca de 1200 mulheres todos os anos vítimas da clandestinidade, sendo que, a cada quatro mortes, três são de mulheres negras, a golpista e racista Ana Amélia defendeu em debate entre mulheres que quem faz aborto seja punida com medidas “socioeducativas”.

Essa mesma latifundiária defensora da ditadura militar, que votou favorável à Reforma Trabalhista no Senado, aderiu nesta semana, junto a Alckmin, ao movimento #EleNão, demonstrando que a luta das mulheres contra a extrema direita de Bolsonaro deve também enfrentar golpistas e representantes políticas dos escravistas brasileiros. Não será ao lado desses setores, como quer o PT com Haddad e Manuela D’Ávila, que em anos de governo abriu espaço à direita, não legalizando o aborto, que enfrentaremos Bolsonaro. Não existe unidade possível com essa direita ruralista e herdeira da escravidão no país. Não vamos deixar canalizar nosso ódio contra Bolsonaro em uma “unidade” de petistas com golpistas.

Para lutar pelo direito ao aborto, pela vida das mulheres e contra a extrema direita, precisamos batalhar pela aliança das mulheres à classe trabalhadora e por sua independência política do PT e sua conciliação com os golpistas e capitalistas, que se sustentam às custas da exploração e da opressão das mulheres. Nosso ódio à extrema direita não pode se transformar em palanque eleitoral para inimigas das mulheres.




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