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Massacre | No Rio, policiais assassinaram 1,5 mil pessoas em 14 meses

De julho de 2020 a setembro de 2021 o número de pessoas executadas por policiais foi de 1,5 mil pessoas. Nesse período foi quando foi julgada a hipócrita medida do STF que proibiu operações policiais durante a pandemia de Covid. De lá pra cá a letalidade policial seguiu seu curso natural de genocídio das populações negras e pobres.

quinta-feira 25 de novembro | Edição do dia

Fernando Frazão/EBC

As Polícias do Rio seguem deixando um rastro de sangue preto e pobre por onde passam. Dados do Instituto de Segurança Pública(ISP) mostram que a letalidade policial de julho de 2020 a setembro de 2021 foi de cerca de 1,5 mil pessoas, uma média de 3,4 mortes diárias.

Esses dados levam em consideração somente os dados levantados pelas próprias polícias, então pode haver um número ainda maior de mortes causadas diretamente por agentes do estado.

Na cidade de São Gonçalo, onde neste último fim de semana(21) ocorreu uma chacina pelas mãos de policiais militares do 7º BPM, foram registrados cerca de 232 registros de execuções policiais, números que colocam São Gonçalo no topo da letalidade do estado. Queimados, com 122 registros de mortes, Duque de Caxias com 119, Irajá com 113 mortes e Belford Roxo com 96 mortes vem na sequência.

Estes dados levam em consideração somente o período em que foram “proibidas” as operações policiais por parte do STF. Os dados mostram o quão hipócrita e conivente é o Judiciário brasileiro com a perpetuação dos massacres e chacinas nas áreas mais pobres e negras do país, como nas periferias e subúrbios cariocas.




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