Política

DIA 11 NACIONAL DE LUTAS

No Rio, Porto Alegre e BH os setores em luta deram o tom do dia de mobilização

A juventude e os setores que lutam contra os ataques de Temer nas ocupações e greves, especialmente no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte, fizeram a diferença na mobilização do dia 11.

Tatiane Lopes

Unicamp, Campinas

sábado 12 de novembro| Edição do dia

Fotos: Mídia Ninja e Esquerda Diário

O dia nacional de paralisação convocado pelas centrais sindicais teve ações em vários lugares do país, mas o destaque dos atos no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte mostram como a juventude que ocupa suas escolas contra os ataques de Temer e os setores em luta, especialmente na educação, tornaram a mobilização muito mais viva e massiva nessas capitais e mostram potencial para resistir aos ataques dos golpistas.

No Rio de Janeiro a manifestação que chegou a ter 30 mil pessoas segundo os organizadores, se destacou pela enorme e combativa juventude que ocupa as escolas, Universidade e Institutos Federais e por uma representação importante dos trabalhadores do funcionalismo público que vêm protagonizando fortes lutas contra os ataques de Temer e também Pezão. A ato foi preparado a partir de assembleias nas ocupações, plenárias das escolas, aulas publicas e contou com várias ações ao longo do dia. Com milhares de cartazes do Esquerda Diário, distribuídos pela militância do MRT e da Juventude Faísca, com a palavra de ordem "Ocupar as ruas contra Temer e Pezão!" a manifestação no Rio mostrou que os mais de um milhão que votaram em Freixo dos quais muitos já estão em luta, são um enorme potencial de resistência contra os ajustes.

Em Porto Alegre quase 20 mil pessoas foram às ruas no fim do dia, depois de várias ações locais a partir das ocupações e algumas garagens de ônibus que sofreram repressão da polícia. Os estudantes que ocupam vários prédios da UFRGS e o Instituto Federal mostraram sua força de mobilização e levaram as ocupações para tomar também às ruas da capital gaúcha.

Em Belo Horizonte a expressão das ocupações também foi marcante, das cerca de oito mil pessoas no ato, a UFMG que a partir de quarta estará em greve de todas as categorias com várias ocupações no campus, concentrou um bloco com mais de mil estudantes, professores e funcionários. A presença de secundaristas organizados a partir de blocos de suas escolas também foi importante.

No restante do país houveram outras ações como cortes de rodovias organizadas pelo MTST em São Paulo ou mesmo algumas paralisações em rodoviários e petroleiros em algumas cidades, mas que se mantiveram sob o controle da burocracia sindical. A trégua da CUT, CTB, UNE e UBES com os golpistas não se rompeu neste dia 11. Os atos que foram dirigidos pela burocracia desses sindicatos como em São Paulo, por exemplo, expressaram muito mais seus grandes aparatos do que a força dos trabalhadores e juventude, mostrando como não foram construídos na base e em assembleias locais. Já nos lugares onde se expressa a mobilização dos jovens e trabalhadores que fazem greve e ocupam contra os ataques do governo, essa potencialidade se expressou superando a burocracia. Precisamos seguir exigindo dessas centrais que rompam com a trégua e coloquem a força social dos sindicatos em movimento contra Temer, isso é possível dando exemplos a partir da articulação de base e coordenação das lutas em curso, através de comandos de representantes eleitos nas assembleias de base das greves e ocupações.




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