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DEMISSÕES

No RS, industria calçadista manda 7,6 mil trabalhadores para a rua em meio a pandemia

Só no Rio Grande do Sul, foram 7,6 mil trabalhadores da industria calçadista demitidos. O Estado é o segundo no ramo que mais colocaram os trabalhadores na miséria no meio da crise do Coronavírus.

quarta-feira 29 de abril| Edição do dia

Em meio à pandemia, as fábricas do setor calçadista já registraram 7,6 mil demissões só no Rio Grande do Sul. A estimativa contem o balanço divulgado nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), sediada em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. A pesquisa contempla registros desde 23 de março. E, de la para cá, o numero dos cortes de postos de trabalho na industria calçadista em todo o país chega a absurdos 26,5 mil.

O Rio Grande do Sul é o segundo estado brasileiro com maior número de demissões, ficando atrás apenas do estado mais populoso do país:

São Paulo: 7.975

Rio Grande do Sul: 7.590

Minas Gerais: 5.000

Santa Catarina: 2.500

Ao todo são 26,5 mil demissões. Isso quer dizer que, no Brasil, são 26,5 mil famílias que foram mandadas para a rua, e empurradas para esperar na fila do insuficiente auxilio de 600 reais que o governo ineficientemente distribui para a população conseguir sobreviver em meio a crise do corona. Essas famílias perderam sua renda devido a "desaceleração da economia", enquanto que as medidas do governo que buscam atacar os trabalhadores, se preocupam apenas em proteger bancos e grandes capitalistas nesse momento.

A crise do coronavírus trouxe consigo uma nova etapa da crise capitalista, que demonstra de forma mais clara a brutalidade do estado e a sua serventia quando se trata de atacar os direitos básicos dos trabalhadores para salvar os lucros dos empresários, deixando milhares de trabalhadores segurados pela própria sorte e desempregados para garantir o lucro dos grandes capitalistas. Isso acaba por consolidar um que pode ser vislumbrado nos próximos meses de extrema miséria, ao mesmo tempo que o sistema de saúde pública sucateado pelo próprio governo entra em colapso incapaz de salvar a população que é exposta das maneiras mais cruéis ao perigo de contrair o vírus.

Os bancos, indústrias e empresas são quem tem que pagar essa crise! A classe trabalhadora que vem sofrendo e morrendo todos os dias pelo capitalismo, e o coronavírus escancara a intenção real daqueles que estão no poder, a burguesia não se importa com a vida de ninguém! A situação dos trabalhadores é bastante grave, e para sair dessa crise é necessário atacar os lucros capitalistas para superar a crise econômica e sanitária. É necessário garantir que todo os empregos sejam preservados proibindo as demissões; seus salários e direitos devem ser 100% garantidos para os que tiverem o trabalho suspenso e o mesmo para os que integram os grupos de risco. Além disso, todos precisam de atendimento hospitalar, testes disponíveis para toda a população, e para isso precisamos de mais recursos, equipamentos médicos, contratações para fortalecer a saúde pública nesse momento.




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