Gênero e sexualidade

FEMINICÍDIO

No RN uma mulher foi assassinada a cada 4 dias em 2019

Entre 1º de janeiro de 24 de junho de 2019 foram registrados 53 assassinatos de mulheres no Rio Grande do Norte. Destes, apenas 16 destes casos são reconhecidos como feminicídio pelo Estado.

terça-feira 30 de julho| Edição do dia

Os dados são do Observatório da Violência. O número, de uma mulher morta a cada quatro dias, é o menor dos últimos anos (!). No mesmo período, em 2018 foram 61 casos, 77 em 2017, 54 em 2016 e 59 em 2015. Percebe-se que, apesar do menor índice este ano, não existe uma constante diminuição gradual dos casos.

Chama a atenção que menos de um terço dos assassinatos sejam reconhecidos como o fim trágico de uma cadeia de opressão à qual as mulheres estão submetidas no capitalismo patriarcal. Destes 16 seguramente feminicídios, 15 foram cometidos por companheiros ou ex companheiros. Apesar de revoltante, a situação não é nenhuma novidade, já que muitas mulheres dependem financeiramente de casamentos e acabam se submetendo à perigosa companhia de homens que as agridem verbal e fisicamente. Essa situação não está em vias de se resolver sob os níveis altíssimos de desemprego que assolam a classe trabalhadora brasileira.

Para acabar com a opressão às mulheres, que se expressa de diferentes formas e tem sua brutalidade escancarada em cada feminicídio, não basta apenas uma reeducação dos homens ou mesmo as punições que derivam de casos extremos. É preciso levantar a bandeira de um plano de emergência contra a violência à mulher, que trate o machismo como um problema estrutural e serviente ao capitalismo para melhor explorar. Poderíamos caminhar para o fim dos feminicídios com um plano que estipule que toda mulher que esteja sob risco de agressão e dependa financeiramente de um agressor receba uma pensão do Estado para não ter vínculos de dependência que as mantenham o tempo todo sob risco de vida.

Sobre isso, recomendamos o texto de Marie Castañeda, estudante da UFRN e militante do grupo de mulheres Pão e Rosas: Por que defendemos um plano de emergência para combater a violência às mulheres?




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