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No Peru, trabalhadores mineiros iniciaram uma forte greve nacional

Nesta quarta, 19 de julho, 45 mil trabalhadores mineiros da pequena, média e grande mineração assim como de serviços e empreiteiras contratadas, iniciaram uma greve nacional indefinida contra as políticas de ajuste antilaboral do governo de Pedro Pablo Kuczynski.

quinta-feira 20 de julho| Edição do dia

Em seu primeiro dia de greve, os trabalhadores mineiros paralisaram seus centros de produção e realizaram massivas mobilizações em suas respectivas regiões.

O início da greve dos mineiros veio junto com a Jornada Nacional de Luta convocada pela Central Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP), por isso, em regiões como Arequipa, onde existe uma importante presença de trabalhadores de setores produtivos e de serviços, aconteceram massivas mobilizações. Os professores e os médicos, que se encontram paralisados em defesa de seus direitos, acompanharam os mineiros e os diversos setores que se mobilizaram.

Dessa maneira, a classe trabalhadora se converte no setor mais dinâmico que confronta com a ação direta as políticas neoliberais do governo e dos empresários, as quais estão condicionadas pelo impacto da crise capitalista. Essas novas lutas sociais põem também em evidência que o “período de tolerância do PPK” (Pedro Pablo Kuczynski) estaria se concluindo, o que abriria uma nova etapa, em que o confronto entre o governo e as massas vai adquirindo maior protagonismo.

Entretanto, a dispersão se converte em um dos problemas mais urgentes que acomete hoje o movimento operário e o movimento popular em seu conjunto, o que impede que se possa golpear com eficácia. Por isso, fica como tarefa pendente dar vida a um espaço de articulação dos setores que hoje se encontram em pé de luta e dos trabalhadores em geral, para dessa maneira delinear um plano de ação que ponha em prática a realização da paralisação nacional.




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