Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

No CE, governador petista atuou para garantir votos a favor da reforma da previdência de Bolsonaro

Deputados aliados do governador Camilo Santana confirmaram que o político atuou para garantir votos a favor da reforma da previdência, atendendo à pedido de Rodrigo Maia.

terça-feira 6 de agosto| Edição do dia

Segundo reportagem do Diário Nordeste, o presidente da Câmara pediu aos governadores estaduais para que influenciassem seus parlamentares aliados positivamente para a aprovação da reforma da previdência. O governador do Ceará Camilo Santana foi um dos chefes do executivo estaduais que atendeu ao pedido de Maia, buscando seus aliados para que votassem favoravelmente à proposta do governo Bolsonaro, para que trabalhamos até morrer. Como confirmou o deputado Domingos Neto (PSD), um dos parlamentares buscados pelo governador.

Enquanto no discurso os governadores do nordeste, que anunciaram a formação de um consórcio, vêm se autointitulando a principal resistência aos ataques brutais do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, na prática sua ação tem sido meramente demagógica, atuando, pelo contrário, para legitimar parcialmente os ataques pretendidos pelo governo como visto na reforma da previdência.

À medida que foi se aproximando a votação da mãe de todas as reformas, os governadores petistas do nordeste foram se alinhando em torno da aceitação do projeto governista, se limitando a atacarem alguns pontos parciais e mais brutais da reforma - o caso de Benefício de Prestação Continuada e da aposentadoria dos trabalhadores rurais. Como declararam na própria carta divulgada por eles as vésperas da votação da "Nova Previdência".

Veja mais: A verdade sobre os governadores do PT e PCdoB e a reforma da previdência

A estratégia petista sempre foi essa, da separação entre a oposição parlamentar, com obstruções à tramitação da reforma, mas sem que no terreno da luta de classes batalhassem para construir uma força material que pudesse, de fato, barrar o nefasto ataque. Por isso, as burocracias sindicais, CUT e CTB, junto com a burocracia estudantil, a UNE, se recusaram a unificar as lutas contra a reforma da previdência e os cortes da educação, impedindo a unificação entre trabalhadores e estudantes, único movimento que nas ruas, a partir da auto-organização em cada local de trabalho e estudo poderia barrar por completo o projeto de reforma da previdência.

No momento em que o governo Bolsonaro escala seu autoritarismo, buscando capitalizar a vitória em torno da aprovação da reforma da previdência, é imprescindível retomamos as lições em relação a aprovação da reforma. Contra a separação da luta parlamentar e da luta sindical, e a recusa de unificar as lutas pela educação e em defesa da aposentadoria, é necessário construir um pólo anti-burocrático nos sindicatos e centros acadêmicos que coloquem sua atuação para que sejam os capitalistas que paguem pelas crises.




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