ABSURDO

No Brasil, segundo estudo, a cada dia morrem 6 crianças vítimas de estupro

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, por dia 6 crianças vítimas de estupro com idade de 10 e 14 anos morrem no país. O Estado é Responsável!

segunda-feira 17 de agosto| Edição do dia

A criança que passou por uma situação de estupro, levantou uma repercussão acerca da condição do seu próprio corpo (e vida das mulheres) em âmbito nacional, chocando a realidade degradada do capitalismo com os valores reacionários da direita tradicional representada no Brasil (e especificamente nesse episódio por Sara Winter).

Felizmente, a criança já fez o processo do aborto legal (liberado em casos de estupro de vulneraveis), mesmo com uma situação onde a reacionária agente da direita Sara Winter divulgou o nome e hospital onde o procedimento foi realizado.

A situação levantou assim números aos olhares da grande mídia assombrosos, que vem da animalesca e violenta reprodução do machismo nos espaços públicos\privados e nem da reação das forças de direita que promovem o governo Bolsonaro como anunciamos aqui. Assim, se mantém algo como, 6 crianças entre 10-14 anos morrerem por dia, demonstrando que existem muito mais que sofrem esse tipo de abuso cotidianamente em seus lares. Esse tipo de estudo levantado pelo "Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019" é um dado quantitativo de um retrato que há muito tempo é registrado no Brasil e que cada vez faz mais mortes mediante o caráter de carnificina de Bolsonaro.

A política do governo, contribui para que casos assim se fortaleçam cada dia vez mais. Em um primeiro momento a escolha dos ministros já indica muito, no
caso, Damares é uma pastora evangélica que não acredita na ciência e que barra a educação sexual para as crianças nas escolas, que, combinado a governadores como Dória, tem a redução ou fechamento de creches públicas deixando milhares de mulheres e seus filhos a mercê da boa vontade e disponibilidade de pessoas nem sempre confiáveis ou profissionais para a maternidade dos filhos.

Ou seja, a reprodução da violência contra as mulheres tem como um componente direto as intervenções do estado para com a mulher e o seu direito a vida. Casos como esse de uma criança de 10 anos não são novos, mas evitáveis a partir de uma política concreta que estabeleça para as mulheres trabalhadoras os meios necessários para uma vida plena com todos os direitos mantidos, sejam eles garantidos pela estruturação de restaurantes, creches e lavanderias públicas (com o intuito de liberar ou acabar diretamente com o trabalho doméstico que consome as mulheres em uma 2 ou 3 rotinas diarias), a batalha por esses direitos não está descolada da construção entre as mulheres e trabalhadores de uma assembléia que interfira diretamente na constituição, pautando apenas os problemas mais centrais dos trabalhadores como tais demandas, retirando de lado as atuações dos governantes como os Bolsonaros e lutando por um governo de trabalhadores.




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