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Inflação | No Brasil de Bolsonaro salário mínimo compra apenas uma cesta básica

terça-feira 10 de maio | Edição do dia

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Segundo um estudo realizado pelo IBGE o índice de inflação do mês de março de 2022 foi o mais elevado desde 1994. Neste mês a inflação foi de 1,62%, patamar não registrado no período em 28 anos. Este índice é relativo a muitos setores da economia, mas se revela ainda mais elevado ao se analisar certos setores, como alimentação (2,42%), habitação (1,15%) e transportes (3,02%).

O IPCA-15, também um estudo realizado pelo IBGE, indica que após o trabalhador adquirir todos os itens contidos na cesta básica sobrará apenas 74 reais de seu salário, considerando que ele receba um salário mínimo. Há ainda, hoje, no Brasil governado por Jair Bolsonaro, um índice de desemprego de 11,2%, medição realizada no primeiro trimestre de 2022, ou seja, há uma grande massa de aproximadamente 23 milhões de brasileiros que não recebem nem mesmo um salário mínimo para adquirir uma cesta básica, isso sem contar a quantidade de trabalhadores em sub empregos precarizados, como os trabalhadores de aplicativos.

A carestia de vida fica cada vez maior e torna a vida do trabalhador mais dura. Outro estudo realizado pelo FGV Ibre revela que o total de horas trabalhadas na economia brasileira tem aumentado ao passo que os salários continuam no mesmo patamar. Ou seja, estamos trabalhando mais para receber menos por hora trabalhada, e esse salário é cada vez menos suficiente para suprir as necessidades básicas das famílias de trabalhadores.

Para enfrentar esse cenário é necessário que os salários sejam reajustados mensalmente de acordo com a inflação e que toda a massa de desempregados seja incorporada ao trabalho, e que se reduza a jornada de trabalho sem a redução dos salários para que todos possam trabalhar, e que se congelem os preços dos produtos mais elementares para a vida dos trabalhadores, como a comida, transporte e aluguéis.




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