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Povos indígenas | No Brasil de Bolsonaro, indígena tem seu corpo encontrado amarrado em uma árvore em Roraima

Dada como desaparecida desde o dia 23 de abril deste ano, quando saiu de um cursinho, a indígena Wapichana Janielly Grigório André, de 15 anos, teve seu corpo foi encontrado amarrado em uma árvore em um igarapé no Cantá, região Norte. Basta de mulheres, adolescentes e crianças indígenas violentadas! Bolsonaro, os militares e o STF são responsáveis!

terça-feira 17 de maio | Edição do dia

Imagem: Reprodução/Instagram

O corpo dela foi encontrado no dia 10 de maio. A vítima, no entanto, só foi identificada no sábado (14).

A adolescente desapareceu no dia 23 de abril, depois que saiu de um cursinho profissionalizante em administração. Antes de desaparecer, a jovem fez contato com a mãe informando que estava no mirante do parque do Rio Branco, e que de lá iria para o terminal, pegar o ônibus e ir para casa.

Como o corpo de Janielly já estava em adiantado estado de decomposição, ele só foi identificado por meio de perícia odontolegal de arcos dentários.

Esse caso acontece depois do indignante caso de uma criança indígena Yanomami de 12 anos ter sido estuprada até a morte por garimpeiros, e outra criança de 3 anos havia sido jogada no rio e estaria desaparecida em Roraima, assim como o desaparecimento da comunidade Aracaçá, que teve que sumir de sua localidade na TI Yanomami após esses e outros casos de violência, assim como a alta contaminação por mercúrio na região.

Esses ataques revoltantes são consequência direta da política de Bolsonaro junto do Congresso, STF, dos militares e da direita com o reacionário pacote de destruição ambiental, a PL 490, o Marco Temporal, e principalmente, a PL 191 que garante a liberação da mineração em mais de 3 milhões de equitares nas terras indígenas, impondo mais crimes contra os indígenas e meio ambiente, e garantindo mais lucros ao agronegócio e ao imperialismo.

Mas os indígenas não vem deixando de se mobilizar e na realidade estão se manifestando incessantemente contra toda essa violência, como nos acampamentos de milhares que protagonizaram em Brasília, e essa luta precisa ser encarada como parte do programa da classe trabalhadora ao lado da juventude e mais oprimidos, como uma só luta contra todos os ataques dos capitalistas, que no Brasil tem mãos de sangue indígena, contra a opressão e exploração.

É urgente uma investigação independente destes crimes com os organismos representativos dos povos originários, de direitos humanos, sindicatos e movimentos sociais, e que o estado seja responsabilizado.

Basta de mulheres, adolescentes e crianças indígenas violentadas, de violência e perseguição aos Yanomami! Bolsonaro, os militares e o STF são responsáveis!




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