Sociedade

OPERAÇÃO POLICIAL

No 5º dia de operação, 3.400 homens ocupam favelas da Zona Norte do Rio

Mais uma vez moradores de diversas comunidades do Rio enfrentam uma rotina de tiroteios e operações policias. O funcionamento dos trens do ramal Belford Roxo em diversos horários é interrompido há dias e a rotina dos moradores afetada novamente.

Isabela Santos

Estudante de Serviço Social da UERJ e coordenadora do Centro Acadêmico de Serviço Social da UERJ - CASS

quinta-feira 18 de janeiro| Edição do dia

Há 5 dias, após a morte de um policial de 38 anos, moradores de diversas comunidades do rio enfrentam mais vez uma rotina de tiroteios e operações policiais. Foram 4 dias de intensos tiroteios na favela do Jacarezinho (Zona Norte do RJ) que interromperam o funcionamento dos trens do ramal Belford Roxo em diversos horários e a rotina dos moradores.

Hoje, no 5º dia consecutivo de operações está sendo realizada uma ação conjunta entre homens do exército, policiais civis e as unidades da UPP. Três mil homens do exercito e mais 400 policias estão nas favelas do Mandela, Arará, Manguinhos e Jacaré. Os desdobramentos dessa operação atinge também os moradores das favelas da Vila Cruzeiro, do Complexo do Alemão, Mangueira, Bandeira 2.

As Forças armadas, segundo informações da Secretária Estadual de Segurança ao Jornal Extra, estariam responsáveis por realizar o cerco nas favelas onde ocorrem a operação. Moradores relatam nas redes sociais que enfrentam tiroteios constantes nestes dias nos horários de ida e volta do trabalho. Vídeos de denuncia nas redes sociais mostram tiros sendo disparados de dentro de um helicóptero em uma operação no último domingo, na comunidade do Jacarezinho, http://www.esquerdadiario.com.br/VIDEO-Helicoptero-da-policia-civil-atira-indiscriminadamente-no-Jacarezinho

Mais uma vez a polícia e o exército, que ocupa o Rio a mando de Temer e Pezão, impõem quase uma semana de uma rotina de terro aos moradores das favelas cariocas da Zona Norte do Rio de Janeiro. Cometem absurdos, que são cotidianos nas vidas dos moradores das diversas favelas cariocas, em nome de um combate ao tráfico, de uma “guerra as drogas” e de uma política de segurança que a cada dia mostra sua eficiência em matar e prender a juventude preta, pobre e favelada.

A suposta “guerra as drogas” base da política de segurança do Rio sitia, mata e impõe terror na vida dos moradores das favelas cariocas mas deixa impune helicópteros repletos de cocaínas e seus donos engravatados e de fardas.

Fonte da Foto: montedo.com




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