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Nigel Farage, direitista britânico que impulsionou o Brexit, renuncia como líder do UKIP

segunda-feira 4 de julho de 2016| Edição do dia

O político Nigel Farage, um dos líderes da campanha vitoriosa para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), anunciou nesta segunda-feira (4) sua renúncia como líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP, na sigla em inglês).

O líder de extrema-direita disse ter atingido o grande objetivo político de sua vida. "A vitória da ’saída’ no referendo significa que minha ambição política foi alcançada", afirmou Farage em uma entrevista coletiva em Londres.

Farage disse, segundo a Associated Press, que manterá sua vaga no Parlamento Europeu para ver as negociações para a saída britânica da União Europeia.

Ele parafraseou um dos slogans da campanha "Quero recuperar meu país" ao dizer que deseja recuperar sua vida, segundo a France Presse.

"Vim para este combate a partir do mundo dos negócios porque queria que fôssemos uma nação que governa a si mesma, não para virar um político de carreira", disse o líder do partido anti-UE e anti-imigrantes.

Farage de 52 anos, assumiu o comando do partido em 2006. Desde então, renunciou à liderança duas vezes, em 2009 e 2015, mas acabou voltando atrás.

Desta vez ele prometeu que não vai mudar de ideia. "O UKIP está em boa posição e continuará, com meu pleno apoio, atraindo um voto significativo", disse.

As consequências do abalo profundo provocado pelo Brexit nas Bolsas internacionais e na geopolítica mundial - que com a remoção da Grã-Bretanha da União Europeia degrada ainda mais o papel britânico na política mundial - não que ser assumido por ninguém. Boris Johnson, encabeçador da campanha pelo Brexit no partido conservador, também não quer se encarregar do cargo de primeiro-ministro deixado vago pela renúncia de Cameron.

O UKIP foi fundado em 1993 por políticos que faziam parte da ala direita do Partido Conservador (Tory) que se opunham à assinatura do Tratado de Maastrich. Este tratado, pactuado em 1992 e colocado em vigor no ano seguinte, estabelece as bases de funcionamento da União Europeia. Nesse momento o Reino Unido conseguiu uma cláusula de "isenção", para manter-se fora da moeda única.




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