Política

ARGENTINA CONTRA O GOLPE

Nicolas del Caño repudia o reconhecimento de Mauricio Macri ao novo governo golpista no Brasil

Nicolas Del Caño, candidato a presidente da esquerda nas ultimas eleições, declara repudio ao reconhecimento e apoio do governo argentino a Temer golpista.

quinta-feira 12 de maio de 2016| Edição do dia

Frente a votação do senado de abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, Nicolás del Caño, ex-candidato a presidente pela esquerda nas últimas eleições da Argentina declarou: “repudiamos o reconhecimento e apoio do governo argentino ao golpe institucional que se consuma no Brasil. Querem fazê-lo passar como um processo constitucional normal, no entanto, o impeachment não se baseia em nenhuma prova de corrupção, mas em atos administrativos do governo, sem demonstrar nenhum delito como pressupõe a própria Constituição brasileira que dizem defender. Os próprios deputados e senadores que votaram o impeachment estão processados por corrupção em inumeráveis causas. Michel Temer encabeça um governo promovido pelas câmaras empresariais e pelos grandes empresários do campo e estrangeiros, para aplicar um ajuste mais duro, do que o já aplicado pelo PT. O próprio partido do vice presidente golpista, o PMDB, é o mais corrupto de todo o regime. Isso demonstra o cinismo dos que se dizem “republicanos” e inimigos da “corrupção” na Argentina que apoiam seus cúmplices golpistas e corruptos do outro lado da fronteira, em função dos seus interesses empresariais comuns”.

E acrescentou “Se fazem isso contra uma presidente votada por 54 milhões de brasileiros, imagina o que podem fazer contra um cidadão comum. O ataque às liberdades democráticas elementares que estão por trás dos métodos golpistas do poder judiciário e parlamentar no Brasil, estão a serviço de impor ataques mais duros a classe trabalhadora e o povo, do que já vinham sendo aplicados pelo governo Dilma até agora. Por isso, a partir da esquerda, mobilizamos milhares em frente à Embaixada do Brasil em Buenos Aires e em todas as principais cidades do pais, no dia 30 de abril, para rechaçar o golpe como parte da ofensiva da direita ajustadora em toda América Latina.”




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