Mundo Operário

PRIMEIRO DE MAIO

Neste primeiro de maio, organizou-se um ato de independência de classe, separado de FHC e da burocracia sindical

Enquanto as maiores centrais sindicais do país marcaram a data com um palanque que unia Lula, FHC, Ciro, Marina e chegou até mesmo a envolver convites a Witzel e Leite, a CSP-Conlutas, a Intersindical, organizações sindicais e populares, e organizações políticas como o PSTU, o Bloco de Esquerda do PSOL, o MES, corrente interna do mesmo partido, e o MRT que impulsiona este Esquerda Diário organizaram uma manifestação independente.

sábado 2 de maio| Edição do dia

O primeiro de maio brasileiro esteve marcado pelo crescimento dos efeitos da pandemia no país, com números crescentes de mortos e maiores mazelas a classe trabalhadora aflingida por ataques patronais como demissões, cortes de direitos e salários. Num país dirigido pela extrema-direita e seu “e daí”, na aliança da cúpula militar com este governo e crescentes incertezas políticas oriundas da ruptura de Sérgio Moro e da Lava Jato, aconteceu uma importante manifestação de independência de classe em crítica e ruptura às posições das maiores centrais sindicais do país.

As maiores centrais sindicais do país, a CUT, CTB, Força Sindical organizavam um escandaloso palanque para inimigos dos trabalhadores como FHC e Marina que compartilhavam um mesmo palco virtual com Lula, Ciro, e chegaram até mesmo ao cumulo de convidar os governadores Witzel e Leite concretizando sua linha política de “unidade contra Bolsonaro” com defensores do golpe institucional, da reforma da previdência e com governadores responsáveis juntos de Bolsonaro pelo descaso com a vida humana em meio a pandemia. Em ruptura com essa orientação, denunciada desde o começo da semana insistentemente por este Esquerda Diário nas redes sociais e em cada reunião de sindicato que participamos, junto a CSP-Conlutas, a Intersindical, a Pastoral Operária, a Auditoria Cidadã da Dívida, organizamos uma manifestação independente. Além destas organizações sindicais e sociais, fizeram uso da palavra organizações políticas como o PSTU, o Bloco de Esquerda do PSOL e o MRT.

O ato virtual, que alcançou vários milhares de pessoas, esteve dividido em 3 blocos, intercalado por apresentações culturais. Em um bloco fizeram uso da palavra entidades sindicais ligadas a CSP-Conlutas, houve um bloco com entidades ligadas a Intersindical, e em meio a ambas houveram falas da Pastoral Operária, da Pastoral do Povo de Rua, da Auditoria Cidadã, entre outras. Por fim houve um bloco da intervenção dos partidos políticos quando fizeram uso da palavra Israel Dutra e Sara Azevedo pelo PSOL, Maíra Machado pelo MRT e Ver Lúcia pelo PSTU. O ato completo pode ser visto abaixo:

Nesta manifestação independente de inimigos dos trabalhadores, e da burocracia sindical expressou-se fortemente a necessidade de lutar contra Bolsonaro mas também, como remarcaram alguns oradores, contra Mourão e os militares. Essa proposta para ser levada de forma unitária pelas organizações de esquerda, bem como a necessidade de colocar nas mãos da população como dar uma saída a crise política, sanitária, econômica, através de uma Assembleia Constituinte, esteve bastante marcada na fala de Maíra Machado que falou em nome do MRT na manifestação:




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