Internacional

IMIGRAÇÃO EUROPA

’Neste momento, no Mediterrâneo’: a imagem da crise promovida pelo imperialismo

A fortaleza europeia causa horror com as vítimas que promove na trajetória infernal da imigração. Esta imagem registrada pelo fotógrafo Santi Palacios é a síntese do trabalho dos imperialismos europeus na costa da África.

domingo 30 de julho| Edição do dia

Esta imagem terrível, registrada pelo fotógrafo Santi Palacios nas costas líbias, é o retrato da cruel sina de milhares de imigrantes africanos. Obrigados a fugir das guerras, da miséria e da fome promovida direta ou indiretamente pelo neocolonialismo europeu e suas intervenções militares, muitos africanos perecem nas águas do Mediterrâneo ou em cima dos botes frágeis das redes de tráfico de pessoas. A população negra é assassinada pelo imperialismo europeu, que depois de obrigá-los a emigrar, convertem o continente num cárcere de arame farpado aos imigrantes.

Não há palavras para descrever o horror de imagens como essa, em meio à crise migratória que é considerada como "a praga a ser combatida" pelos governos da Europa, e não somente da extrema direita.

São os Trump, os Macron, as Merkel e as Theresa May, com suas políticas de saque, ajuste, suas leis racistas, seus exércitos e suas polícias, os responsáveis por este horror social, que só a classe trabalhadora pode enfrentar unindo sua luta e organização à escala internacional para derrubar estes estados capitalistas, e levantar sobre suas ruínas uma nova sociedade de homens e mulheres livres, onde as fronteiras não sejam propriedade de nenhum estado e sim desapareçam em favor do território mundial livre para a humanidade sem classes.

Os movimentos migratórios forçados sempre foram uma constante no capitalismo desde sua origem e hoje estão atravessados pela dinâmica da crise mundial. O movimento em defesa dos direitos sociais e políticos dos imigrantes, para acabar com as leis antimigratórias, com a repressão costeira, os cárceres chamados centros de internação de estrangeiros (CIEs), a xenofobia e a islamofobia, é imediatamente uma bandeira da classe trabalhadora nativa nos países da Europa e de todo o mundo.




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