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DECLARAÇÃO

"Nesse 8 de março as mulheres precisam lutar para combater a continuidade do golpe!", diz Maíra Machado.

Nesse 8 de março as mulheres precisam lutar para combater a continuidade do golpe. As professoras tem que ser linha de frente dessa luta e aderir à paralisação chamada para essa data, participando da assembleia de nossa categoria e exigindo que Bebel e a direção majoritária da APEOESP parem de corpo mole e organizem as professoras em cada escola para que a gente lute contra os ataques à nossa categoria, majoritariamente feminina.

Maíra Machado

Professora da rede estadual em Santo André e militante do MRT

quinta-feira 1º de março| Edição do dia

As professoras do estado de São Paulo precisam acompanhar as professoras de Minas Gerais que vão cruzar os braços e as professoras do município de São Paulo que iniciarão sua greve no dia 8. Nós, professoras do Pão e Rosas e Nossa Classe Educação chamamos às demais professoras e trabalhadoras a se incorporarem à “paralisação internacional de mulheres” nesse 8 de março, lutando pela revogação imediata da reforma trabalhista, que coloca as mulheres numa situação ainda maior de exploração, já que permite que mulheres grávidas ou que estão amentando trabalhem em lugares insalubres.

O golpe também trás consigo um ataque aos nossos direitos democráticos como o direito do povo votar em quem quiser e a intervenção federal no Rio de Janeiro, que ataca os direitos civis e ameaça a vida das mulheres e de seus filhos nas favelas cariocas, com “fichações obrigatórias", "mandados de busca coletiva”.

O governo segue impondo sua agenda de corte de direitos e opressão às mulheres, proibindo o ensino de gênero e sexualidade nas escolas e alimentando o projeto Escola sem Partido, que quer acabar com todo o questionamento que deve ser presente nas escolas. Além disso, a PEC 181 criminaliza ainda mais o aborto. Por isso lutamos também pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito e por um plano de emergência de combate à violência contra a mulher.

Pare sua escola e venha marchar com a gente contra todos os ataques à nossas condições de vida que são parte da continuidade do golpe.




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