Política

NOVOS ATAQUES NO RIO

Nessa terça, ALERJ votará novos ataques contra servidores a serviço de Temer e Pezão

Está prevista para essa terça, 6, a votação de novos ataques contra os servidores do estado do Rio de Janeiro na Assembleia Legislativa (ALERJ). Os ataques fazem parte do plano de Regime de Recuperação Fiscal aprovado na Câmara e articulado por Pezão e Temer, e inclui o fim de licenças e triênios para os servidores estaduais.

segunda-feira 5 de junho| Edição do dia

Enquanto a marcha em Brasília reunia dezenas de milhares contra as reformas de Temer, no Rio a ALERJ aprovava, com a proteção das bombas e cassetetes da polícia de Pezão, a versão fluminense da reforma da previdência, aumentando a alíquota previdenciária de todos os servidores.

Foi a continuação da agenda de ataques que incluiu a privatização da CEDAE aprovada pelos deputados no início do ano. Mas eles não irão parar aí, pois o Regime de Recuperação Fiscal aprovado na Câmara e articulado por Pezão e Temer inclui ainda mais ataques aos servidores. Entre os que os deputados pretendem aprovar amanhã estão o fim das licenças-prêmio, dos triênios e da progressão na carreira dos servidores.

Na própria página da ALERJ estão listados outras "contrapartidas" que estarão na agenda de votações da ALERJ nas próximas semanas: "congelamento de reajustes de salários para servidores públicos; restrição à realização de concursos; proibição de saques em contas de depósitos judiciais - exceto aqueles permitidos pela legislação - enquanto não houver uma recomposição do saldo mínimo do fundo de reserva; redução de pelo menos 10% dos incentivos ou benefícios fiscais que decorram em renúncias de receitas; realização de reforma nos regimes previdenciários, incluindo a implantação de fundos de pensão para servidores."

Esses ataques são uma demonstração de que Pezão se mantém em seu cargo, apesar das inúmeras acusações e pedidos de impeachment que se acumulam contra ele, junto ao imenso rechaço popular a sua gestão, justamente porque tem sido exemplar em atacar os servidores. É uma lição para os que acreditavam que Pezão "já tinha caído" e, com isso, os ataques aos servidores que estavam em sua agenda. E uma lição que deve ser compreendida para o combate a Temer e as suas reformas. O presidente golpista, ainda mais debilitado do que estava Pezão, tenta se manter no cargo a todo custo acelerando os ataques, como a reforma trabalhista, prevista para ser votada ainda na semana que vem. Ou os trabalhadores se organizam pela base, construindo nossos comitês nos locais de trabalho para mobilizar a maior greve geral nesse dia 30 ou os ataques de Temer e Pezão passarão por cima de nossas cabeças.




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