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GREVE GERAL 14J

Nem mídia consegue esconder apoio aos metroviários-SP no 14J contra Reforma da Previdência

sexta-feira 14 de junho| Edição do dia

O portal UOL não conseguiu esconder esse apoio e teve que publicar matéria com o título “Em dia de greve, paulistanos acordam mais cedo, reclamam, mas apoiam ato” em que entrevistou pessoas que dependem do metrô como meio de transporte, mesmo se empenhando para deixar evidente só os tais “transtornos” não teve como não colocar os apoios; que nas redes sociais já demonstraram que em sua ampla maioria apoia que os metroviários estejam travando essa luta contra a reforma da previdência, que é uma luta de todos.

A população de São Paulo que depende do Metrô como transporte público não se deixou enganar pela política burguesa e pelas declarações do Metrô de Dória e do secretário de transporte na CBN hoje pela manhã, Alexandre Baldy, que tentam colocar os trabalhadores em greve como os grandes vilões que prejudicam a população.

Os usuários do Metrô de São Paulo sabem que os verdadeiros vilões, os que prejudicam a vida dos trabalhadores querendo que esses trabalhem até morrer, são os políticos e empresários que querem a todo custo aprovar uma reforma da previdência para que o povo pague pela crise dos capitalistas.

A auxiliar de serviços gerais Maria Gildete, 51, colocou que diariamente acorda as 4h para estar as 7h no trabalho, levando duas horas no trajeto dentro do transporte público, e mesmo assim apoia a greve geral contra a reforma da previdência e ainda denuncia o papel dos patrões servindo a seus interesses, que mesmo em meio a greve manda seus trabalhadores arranjarem um jeito de trabalhar: "Só eles pararam. Nossos chefes não querem saber. Eles dizem ’pega o trem, encontra um ônibus."

A analista Tatiane Lima, 31, colocou seu apoio a greve geral junto ao questionamento do porquê outras categorias também não pararam: “Super-apoio, mas para tudo, né? Enquanto uns brigam pelos direitos de todos, outros só ameaçam."

O enfermeiro Paulo Isidorio, 42, mesmo tendo que desistir de chegar ao seu trabalho por conta da greve se colocou em solidariedade a participação dos metroviários na greve: "Se é para melhorar as nossas condições, tem que fazer manifestação sim. Sou a favor nesse sentido".

Em outra matéria no mesmo portal o operador de trem do Movimento Nossa Classe-Metroviários, Felipe Guarnieri, em piquete declarou que a greve não é contra os trabalhadores, mas pelos trabalhadores: "A gente não só orienta em relação ao fechamento da estação, mas também sobre o motivo da greve, que não é só dos metroviários. Explicamos que estamos parados não só pelo direito da aposentadoria, mas também pela educação e pelo emprego. E não por essa reforma que faz o trabalhador trabalhar até morrer"

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