Nem água, nem sabão: no capitalismo, bilhões estão desarmados frente ao coronavírus

A pandemia expôs a precarização dos sistemas de saúde. Mas há algo de que ninguém fala: 3 bilhões de pessoas não tem acesso a água e não podem comprar sabão, elementos básicos para se proteger do vírus. Números da UNICEF.

segunda-feira 16 de março| Edição do dia

A mais crua expressão do capitalismo. 40% da população mundial não tem acesso a água potável e sabão para poder seguir as recomendações de higiene das mãos, superfícies do corpo que podem transmitir o coronavírus. Nos países dependentes, esse percentual aumenta para 75%.

Uma aberração que nos "presenteia" esse sistema dirigido por governos que não são mais que representantes dos grandes empresários e corporações.

Tais números foram revelados na sexta-feira pela UNICEF, a seção das Nações Unidas que denuncia essa situação.

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Estamos falando de regiões inteiras do planeta onde as pessoas apenas contam com trabalhos ultra precários ou diretamente estão desempregadas, ou que muitas delas sobrevivem em campos de refugiados, grandes assentamentos ou moradias precárias.

Por exemplo, na Ásia central e meridional, 22% da população urbana não conta com instalações próprias para a completa higiene pessoal em suas casas.

É essa, principalmente, a face do capitalismo que os governantes dos países imperialistas querem ocultar - como se pudessem tapar o sol com as mãos. Por que? Porque são suas políticas de ajuste, implementadas por esses governos e os governantes dos países dependentes, ditadas por organismos como o FMI e o Banco Mundial, que jogam na miséria bilhões de pessoas, que provocam guerras, até mesmo fratricidas - com consequências nefastas para as trabalhadoras e trabalhadores dessas nações - e ondas de refugiados que se veem obrigados a fugir de seus próprios países.

agora que uma nova cepa do coronavírus está provocando essa crise mundial, os principais afetados são os trabalhadores e populações empobrecidas. As mortes são evitáveis, porém, para isso é preciso impor a esses governantes e seus partidos medidas que afetem os lucros dos empresários, para aplicar esses valores em sistemas de saúde que possam abarcar a toda a população de seus países.

A partir daí, os bilhões que hoje não podem contar nem com água, nem com sabão, poderão vislumbram algum futuro para suas vidas.




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