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CORONAVÍRUS

Negligência dos patrões: frigorífico no Paraná tem 400 funcionários afastados por COVID-19

sexta-feira 17 de julho| Edição do dia

Frente ao negacionismo de Bolsonaro, o Brasil, ultrapassa os 76 mil mortos e 2 milhões de contaminados pela pandemia do novo coronavírus, sem contar com a subnotificação, pois o governo se nega a realizar testes massivos em toda a população desde o início da pandemia.

A falta de testes é o grande dilema dos trabalhadores. Nos últimos meses, inúmeras empresas do agronegócio foram denunciadas por negligência aos seus funcionários, não disponibilizando EPIs para manter condições salubres e seguras nos frigoríficos. Contaminações massivas seguidas de óbitos foram relatados em vários estados, em especial no RS e MT.

Essa semana outra contaminação massiva no frigorífico de Jaguapitã (PR) foi registrada, e 400 funcionários foram afastados por causa da COVID-19. Além da crise pandêmica, o setor agropecuário já é um dos setores que mais contribuem para os grandes números de acidentes no trabalho e mortes. As atividades de abate, corte e armazenagem de carnes, englobados em diversas tarefas do dia a dia, como manuseio de equipamentos pesados e cortantes, ritmo acelerado de trabalho, exposição à umidade e a baixas temperaturas e choque térmicos, os trabalhadores manuseiam equipamentos sem nenhuma proteção coletiva, o que de fato, facilita qualquer acidente. As condições precárias que esses trabalhadores têm de enfrentar diariamente são absurdas e desumanas, após uma pesquisa em Lajado (RS) apontou que a contaminação em trabalhadores de frigoríficos pelo novo coronavírus é 270% maior comparado a outros setores.

Dessa forma, novamente, é colocado em evidência que as empresas só estão preocupadas com o lucro e nunca com as vidas dos trabalhadores. O frigorífico de Jaguapitã é um dos maiores do no setor no Brasil e exporta para vários países faturando milhões nos 26 anos de atuação no setor. Não há desculpas para não disponibilizarem o mínimo para esses trabalhadores exercerem seus cargos com o mínimo de dignidade e segurança.

Por isso, nós do Esquerda Diário, levantamos que é mais do que necessário defender uma saída independente dos trabalhadores em nomes das suas vidas e condições de trabalho, pela auto organização em comitês de base em cada local de trabalho. Apenas assim, as centrais sindicais seriam pressionadas a se pronunciar e se colocar a serviço dos trabalhadores para combater os grandes capitalistas do agronegócio que estão cercados por cães de guarda - Bolsonaro, Guedes e Mourão. Somente os trabalhadores organizados podem se colocar à altura dos ataques e reformas que atingem todos os dias as camadas mais precarizadas da população e lutar por um mundo onde as vidas valem mais que os lucros!




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