Educação

PROFESSORES MUNICIPAIS GREVE

"Não tem arrego", gritam professores municipais que resistem à repressão de Doria

quarta-feira 14 de março| Edição do dia

Em plena campanha eleitoral para governador do Estado de SP (quando havia prometido a sua base eleitoral permanecer no cargo de prefeito), João Dória aproveita para enviar sua mensagem política: espancando professores municipais de SP que lutam contra a reforma da previdência municipal (SAMPAPREV).

Os professores resistem em frente à Câmara, cantando "Não tem arrego!" contra a repressão policial.

Os professores não cedem à repressão policial, que transformou os arredores da Câmara Municipal numa praça de guerra, e se reagrupam sempre aos cânticos de "Não tem arrego!" contra Doria, uma demonstração impressionante da força da greve.

É um verdadeiro descalabro observar as imagens chocantes de professores ensanguentados, espancados pela polícia do PSDB paulista e a mando de Dória, por estarem batalhando para não trabalharem até morrer, em defesa de sua aposentadoria.

As professoras e professores municipais, que Doria tanto despreza, são responsáveis pela formação de crianças e adolescentes, dedicam sua vida à educação pública, mesmo com jornadas exaustivas e péssimos salários. Como se não bastasse, a prefeitura desencadeia a mais brutal repressão contra estes trabalhadores da educação, sufocando-os com gás dentro da Câmara Municipal.

Os professores se manifestam porque Dória quer implementar na capital paulista a reforma da previdência que Temer tentou implementar a nível nacional. Sabe que para isso necessitará da repressão policial e não teve dúvida em atacar os professores. Essa repressão bestial contra os professores é inaceitável.

É necessário organizar toda a solidariedade aos professores municipais de SP, para que vençam a repressão de Doria e derrubem o SAMPAPREV. Um triunfo dessa natureza seria importante para os trabalhadores de todo o país. Os sindicatos da esquerda, especialmente os ligados à CSP-Conlutas e à Intersindical, precisam colocar todas as suas forças para que essa luta triunfe (e fazer a máxima exigência à CUT e à CTB para que coloque seu aparato material a serviço dos professores). Os parlamentares do PSOL e as organizações da esquerda também precisam colocar suas energias em defesa dos professores.




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