PROFESSORES RIO GRANDE DO SUL

Não podemos permitir que a direção do CPERS enterre a greve contra Sartori

É possível derrotar Sartori no Rio Grande do Sul. As demandas dos professores e trabalhadores em educação não foram atendidas, tampouco a proposta que a direção do CPERS quer acatar enfrenta o conjunto dos ataques do Sartori, como as privatizações e demais retiradas de direitos. Mesmo assim é nítida a intenção de enterrar a greve. Mais de 20 núcleos já se manifestaram pela continuidade, é possível impedir que a luta seja enterrada!

sexta-feira 10 de novembro| Edição do dia

Mais de 20 núcleos do CPERS da capital e do interior já se manifestaram pela continuidade da greve. Ao mesmo tempo, Sartori segue intransigente contra os professores e servidores estaduais. O recuo da direção do CPERS dá ainda mais espaço para que o governo siga com seus ataques, e a proposta que a burocracia quer acatar não dá conta dos ajustes que o governo quer impôr.

As centrais sindicais, como CUT e CTB, boicotaram o dia de paralisações e mobilizações no Rio Grande do Sul, e essa sexta-feira (10) amanheceu como um dia praticamente normal em todo o estado, encorajando ainda mais Temer, Sartori e Marchezan a avançar contra os direitos da classe trabalhadora. As greves no RS, principalmente a greve da educação pública estadual, poderiam ser um forte ponto de apoio para uma verdadeira paralisação geral, mostrando à classe trabalhadora de todo o país que é possível barrar os ataques e derrotar os governos.

As direções petistas, entretanto, com os olhos nas próximas eleições, preferem frear a luta dos trabalhadores. A direção do CPERS já organiza o fim da greve a olhos vistos, orientando seus aliados a utilizar os aposentados da categoria para acabar com a greve. Isso como se os trabalhadores aposentados também não estivessem sofrendo nas mãos do governo, como se o voto deles fosse somente para fazer número para a política de traição da direção.

Ao mesmo tempo, o governo não respondeu às demandas da categoria, e promete regularizar o pagamento de salários mediante a venda do que é público, como o Banrisul e outras estatais que serão privatizadas com o Plano de Recuperação Fiscal do golpista Temer. Além disso o plano ainda prevê mais ataques aos servidores, como congelamento de salários e cortes de direitos. Especificamente sobre a categoria dos trabalhadores em educação o governo não garante nem o pagamento do 13º.

A força da categoria demonstrada nesta greve, que iniciou atropelando a direção do CPERS, é capaz de desencadear uma luta que possa derrotar Sartori e o projeto golpista no Rio Grande do Sul. Para isso é necessário que os professores e trabalhadores em educação lotem a assembleia desta sexta-feira (10) e não permitam manobras da direção central para acabar com a greve. Ao mesmo tempo, exigir da burocracia que coloque seu aparato a serviço da luta e a serviço de tornar a greve dos professores e a luta em defesa da educação pública uma verdadeira causa popular. Para isso é preciso retomar a organização e a mobilização nas escolas e impôr à direção central que rompa com seu boicote.

A classe trabalhadora e o povo pobre do Rio Grande do Sul não vão pagar pela crise dos capitalistas! E a greve dos professores, assim como a dos municipários de Porto Alegre, podem ser grandes pontos de apoio para uma luta que imponha derrotas aos governos. Para isso é necessário unidade real das lutas, com agendas e unitárias e comandos abertos à base das categorias e à oposição de outras categorias também, como bancários e rodoviários. Continuar a greve e fortalecer a luta! É isso que os trabalhadores em educação devem impôr a Sartori e à direção do CPERS nesta sexta-feira!




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