RACISMO

"Não comprova racismo" ataca Constantino sobre assassinato de João Alberto no Carrefour

"Querem o George Floyd brasileiro". Mais uma vez Rodrigo Constantino fez live para despejar absurdos. Dessa vez, em torno do debate sobre o assassinato racista de João Alberto, homem negro morto por seguranças do Carrefour. Para ele, tratar o caso como racismo é “oportunismo”

sexta-feira 20 de novembro| Edição do dia

Foto: Reprodução/Youtube

Constantino, que perdeu empregos em diversos meios de comunicação após suas declarações absurdas sobre o caso de Mari Ferrer, agora saiu da toca para dizer que não existiu nenhum tipo de racismo no assassinato de João Alberto, homem negro morto por seguranças do Carrefour em Porto Alegre.

“Eu não fujo de polêmicas”, foi o que anunciou Constantino, em vídeo, para dizer que existe um “oportunismo supremo” em tratar o caso como racismo.

O “jornalista” racista e machista, tenta dizer que não há qualquer indício de que seja por racismo o fato de João Alberto ter sido espancado por seguranças do Carrefour.

Constantino mostra seu pavor com o movimento Black Lives Matter nos EUA, e diz que querem importar o movimento para o Brasil, e uma “divisão racial”. Ele esbraveja e diz que querem trazer para o Brasil uma “revolução”.

“O que levou aquela situação, o que aconteceu antes, quem era esse homem?” questionou Constantino como forma de dizer que a narrativa antirracista é distorcida. Ele ainda disse que João Alberto tinha “ficha corrida na polícia” para justificar que o caso não se tratava de racismo.

“Querem importar o movimento Black Lives Matter, marxista, para o Brasil”. Constantino mostra que na verdade o que ele teme é exatamente isso, que este novo caso que escancara o racismo que se vive diariamente no Brasil, se transforme em algo próximo da fúria negra que tomou as ruas dos EUA.

Constantino diz que o papel do Black Lives Matter é “atacar os brancos”, e dividir a população. Uma clara fala de quem teme o poder do movimento.

Em pleno Dia da Consciência negra não só é necessário se enfrentar com o racismo que matou João Alberto, mas com o racismo de figuras e declarações absurdas como a de Constantino, que combatem o movimento e a luta negra com todas as suas forças.




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