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ABC PAULISTA

Não ao fechamento da Kostal no ABC e as 300 demissões! Nenhuma família na rua!

A fabricante de componentes eletrônicos para o setor automobilístico, Kostal, anunciou que fechará a fábrica depois de 42 anos no ABC e cerca de 300 trabalhadores ficarão sem emprego em meio à pandemia.

terça-feira 9 de junho| Edição do dia

Os trabalhadores realizaram uma assembleia ontem (08/06) na porta da empresa decidindo por paralisação para que a empresa negocie. Uma nova assembleia ocorreu hoje as 7 da manhã, mas ainda não tiveram informações divulgadas pelo sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

É preciso lembrar que nos últimos anos a Kostal vinha se movimentando diminuindo os postos de trabalho, transferindo equipamentos e concentrando na filial de Cravinhos, demitindo trabalhadores e no ano passado já ameaçava fechar.

Em maio de 2019, a empresa demitiu cerca de 30% dos trabalhadores da fábrica no ABC, 120 mães e pais de família ficaram desempregados. A Kostal já chegou a empregar 1200 trabalhadores e hoje ameaça fechar as portas e deixar na mão aqueles que sempre mantiveram o funcionamento da empresa.

Os patrões estão bem satisfeitos com as MP’s de Bolsonaro, que aprofunda a reforma trabalhista em meio à tragédia cotidiana no Brasil, em que morrem mil pessoas por dia só de COVID-19. Sem falar naquelas que morrem de fome na miséria ou pelas balas da polícia. Antes da pandemia já eram cerca de 40 milhões de trabalhadores desempregados no Brasil.

Segundo o artigo publicado na Tribuna Metalúrgica do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, O secretário-geral dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva afirmou:

“Acreditamos que há caminhos para essa planta, que é possível ter vida aqui dentro e vamos insistir em alternativas. Reivindicamos para a direção da Kostal e para a matriz na Alemanha que tenham discernimento neste momento de pandemia, de crise econômica e de desemprego aumentando. Aqui são centenas de pais e mães de família que construíram a riqueza da Kostal, não só no Brasil, mas no mundo”, afirmou.

"Vamos iniciar o processo de luta, que não sabemos onde vai findar, para buscar o melhor para cada companheiro e companheira. E se ela manter a posição de fechar, vamos deixar claro que o preço vai ser o mais caro que já pagou na vida. Para isso, mais do que nunca, precisamos da união e da mobilização de cada trabalhador e trabalhadora, que terão todo o apoio do Sindicato e da categoria”, disse.

Nós do Esquerda Diário nos solidarizamos com esta luta e colocamos a nossa mídia a disposição de fortalecer esta luta. A professora Maíra Machado, ex candidata a vereadora pelo MRT em Santo André se pronunciou a respeito:

"A noticia do fechamento da Kostal em meio a pandemia é um aburdo! Mostra como para os capitalistas o lucro está acima de nossas vidas e são 300 familias que eles querem que paguem por esta crise. Apoiamos integralmente a proposta do Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC de reconversão industrial, com certeza esta medida seria um enorme aporte para responder aos problemas da pandemia, sem que sejam os trabalhadores a pagar com seus empregos por esta crise. Se os patrões cinicamente afirmam estar falindo, é necessário pedir a abertura dos livros de contabilidade da empresa. E seria ainda mais forte se isso fosse combinado a redução da jornada de trabalho sem a redução de salário, garantindo não somente todos os empregos, mas inclusive contratações para enfrentar o desemprego em nosso país. A luta dos trabalhadores pode colocar uma outra saída para a crise política, econômica e sanitária que estamos vivendo. Por isso, nós do MRT defendemos que em cada fabrica que os patrões defendam fechar, que os trabalhadores retomem seus métodos de ocupação e possam colocar ela para funcionar sob controle dos trabalhadores, dessa forma, os trabalhadores podem mostrar que são os únicos que realmente se importam com a vida da população. Todo apoio a luta dos trabalhadores da Kostal!"




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