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Na véspera de greve e mobilizações Parente diz a petroleiros "não pensem em crise, sejam disciplinados"

quarta-feira 28 de setembro| Edição do dia

Amanhã, dia 29 de setembro os petroleiros da cidade do Rio de Janeiro cruzaram os braços. Esse movimento será acompanhado por atrasos e outras mobilizações dos sindicatos que compõem a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), incluindo a importante base do Litoral Paulista. A maior parte dos sindicatos, ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT) irá iniciar "operação padrão" batizada de "operação para Pedro" em homenagem ao privatizador presidente da empresa estatal. Também se espera alguns atrasos na entrada e outras mobilizações nessas bases ligadas à CUT.

Não faltam motivos para os petroleiros cruzarem os braços. Junto com os bancos estatais e as patronais da FENABAN essa importante categoria junto aos bancários estão servindo de laboratório para Temer e os empresários testarem a aceitação de ofertas salariais muito inferiores à inflação. Querem essas categorias de exemplo (negativo) para ajudar a passar ataques a todas categorias.

E não só pro salário, como escrevemos aqui os petroleiros tem motivos de sobra para cruzar os braços. Dias após as eleições a Câmara deve votar a entrega do pré-sal às multinacionais, terminando o crime aprovado no Senado em fevereiro mediante o acordo de Dilma com Renan e Serra. A Petrobras está vendendo ativos, ou seja privatizando a torto e direito.

Reagindo a essa mobilização da categoria, Pedro Parente, atual presidente da empresa divulgou comunicado interno que foi prontamente entregue à mídia onde afirma que espera dos funcionários "engajamento e disciplina", emulando seu chefe Michel Temer que diz "não pense em crise, trabalhe". Os petroleiros aceitarão a provocação ou responderão à altura?

A divisão da categoria prevalecerá ou os petroleiros conseguirão unir suas forças de norte a sul do país e junto de bancários e a mobilização de um dia de metalúrgicos marcada para o mesmo dia 29 pode ser um passo para colocar essa forte categoria em movimento para colocar um pau na roda de ataques e privatizações de Temer?




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