Mundo Operário

PARALISAÇÃO NACIONAL

Na paralisação do dia 16/08 na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Esquerda Diário participará de debate

16/08: Dia Nacional de Mobilização contra os ajustes do Governo Temer golpista e a retirada de direitos.

Shimenny Wanderley

Campina Grande

segunda-feira 15 de agosto| Edição do dia

Nesta terça-feira, dia 16 de agosto, como parte das atividades da paralisação na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Dia Nacional de Mobilização contra os ajustes do Governo Temer golpista e a retirada de direitos, o professor de Ciência Política Gonzalo Rojas, participará pELO Esquerda Diário da mesa debate: “Crise política e econômica e seus impactos na educação pública e na pós-graduação” juntamente com o professor Benemar Alencar de Souza, pró-reitor de Pós-graduação da UFCG. A atividade está sendo organizada pelo Programa de Pós-graduação em Educação da UFCG, acontecerá Sala BC 204 no prédio novo do Centro de Humanidades, ás 9:00 h.

No marco da convocatória de todas as centrais do pais, o indicativo de paralisação para o dia 16 de agosto foi definido nas reuniões do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES-SN), que aconteceram em Brasília durante os dias 5 e 7 de agosto, que convocou a suas assembleias de base nas suas sessões sindicais para deliberar sobre o tema. No caso da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG) a paralisação foi aprovada em assembleia realizada na quarta-feira 10 de agosto.

O governo do golpista Temer vem aplicando sistematicamente ajustes aos trabalhadores, a juventude e aos estudantes. O governo golpista quer tirar os direitos sociais e trabalhistas, como a CLT, a carteira assinada, as férias e o 13º. Recentemente tivemos a aprovação do PLP 257 que ataca brutalmente aos servidores públicos federais, o recente anúncio de cortes para as Universidades Federais de 45% para 2017, sem contar que já haviam cortado 20 % de bolsas de Iniciação Cientifica, sinalizando qual é o seu projeto para educação pública.

A CUT durante todo este período não organizou a luta contra o golpe com um criminoso imobilismo, agora quer parar só uma hora. Como apresentamos em nossa declaração política, não será com paralisações de uma hora em alguns locais que barraremos a entrega dos recursos nacionais que já está acontecendo, como na entrega de área do pré-sal e na privatização de subsidiárias da Petrobras. Não deteremos os ataques patronais que tem significado um imenso salto no desemprego que já alcança 12milhões de pessoas deste modo limitado. Nem será assim, que barraremos o aumento em nossa idade de aposentadoria em mais de 10 anos como cogitam. Segue a Declaração de Esquerda Diário sobre a paralisação do dia 16 convocada por todas centrais sindicais no país

Desde o Esquerda Diário, impulsionado pelo Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT), lutamos pelo Abaixo Temer golpista e por uma nova constituinte como uma saída de fundo a crise e não para recompor este sistema político em crise. Dessa forma, a saída para a crise tem que estar pautada na independência política da classe trabalhadora, através de um programa que nos permita intervir na luta de classes. Por isso é necessário articular o combate ao governo golpista de Temer com a luta por uma saída política de fundo para os trabalhadores e a juventude através de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana imposta pela mobilização.

A defesa dessa constituinte deve ter uma perspectiva anticapitalista e transicional, com base na luta de classes contra os ajustes, os cortes para educação, contra as demissões e as perdas salariais que aumentaram a exploração do trabalho nos últimos meses, ataque aos direitos de propriedade dos capitalistas, liquide o pagamento da fraudulenta dívida pública, imponha que todo juiz ou político de alto escalão seja eleito, revogável e receba o mesmo que uma professora, estatize sob controle operário as empresas estratégicas e rompa relações com o imperialismo, realizando uma radical reforma agrária que o PT nem sequer começou em 13 anos. Deve servir, portanto, não para recomposição do regime político e sim ser conquistada pela mobilização dos trabalhadores e juventude.




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