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PRIVATIZAÇÃO

Na mira da privatização Eletronorte demite trabalhadores que reverteram apagão no Amapá

Lista de demissões liberada pela estatal, mostra que dos 194 demitidos, 6 fizeram parte do processo de reversão do apagão no Amapá. Ao todo serão 300 trabalhadores demitidos em meio à pandemia.

sábado 16 de janeiro| Edição do dia

Imagem: Reprodução / STU-MA

Na semana passada, a lista divulgada pela estatal de 194 demissões mostra que 6 técnicos, que foram responsáveis por reverter o apagão que assolou o estado do Amapá, serão demitidos.

A política que hoje afeta cerca de 194 trabalhadores, incluindo aqueles que cumpriram importante papel durante 25 dias frente ao absurdo apagão que afetou a população do Amapá, chegará a 300 trabalhadores.

Tais demissões estão previstas em base ao acordo coletivo junto ao sindicato da empresa, refletindo a política de privatização conduzida à risca desde a implementação do golpe institucional, em 2016, intensificada pelo governo Bolsonaro, ao passo que também exibe a política de conciliação da Federação de eletricitários, dirigida pela CUT.

Esses mesmos trabalhadores demitidos, enquanto participaram do processo de reversão do apagão, tiveram que bancar suas próprias despesas, ao mesmo tempo que ficaram sem contato com suas famílias. Tudo isso, para depois sofrerem com o descaso e com a agenda de privatizações do governo que nada fez frente ao apagão, causado por uma empresa privada.

Nesse sentido, diante do absurdo que representa a demissão de trabalhadores, sobretudo durante a profunda crise econômica, sanitária e social, é preciso que seja levada a frente por parte das grandes centrais uma política que unifique as categorias de trabalhadores com um plano que vá em defesa dos empregos, pela proibição das demissões.




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