PRIVATIZAÇÃO AEROPORTOS

Na mira da privatização: Bolsonaro facilita processo de venda de 22 aeroportos brasileiros

O governo federal está preparando-se para lançar o edital do 6º leilão de aeroportos. Com seu objetivo de aprofundar a privatização no país, Bolsonaro facilita ainda mais a venda dos aeroportos brasileiros às empresas privadas.

segunda-feira 31 de agosto| Edição do dia

Com receio de que em meio à crise a venda dos aeroportos não seja suficientemente atrativa às empresas privadas nacionais e internacionais, o governo de Bolsonaro e Mourão facilita ainda mais a venda do setor aeroportuário brasileiro. O setor privado já controla mais da metade dos aeroportos nacionais e até março de 2021, data prevista para realização do leilão, mais 22 aeroportos estarão na mira do lucro empresarial. Os únicos que saem ganhando nessa venda são os empresários, já que aos trabalhadores a consequência desse processo é a precarização do trabalho.

Os aeroportos que serão leiloados estão divididos entre Sul (Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Bacacheri, Joinville, Navegantes, Pelotas, Bagé e Uruguaiana), Norte (Manaus, Boa Vista, Tefé, Tabatinga, Cruzeiro do Sul, Rio Branco e Porto Velho) e Central (Goiânia, Imperatriz, Palmas, São Luiz, Teresina e Petrolina). Com o leilão, as empresas privadas permanecem por 30 anos no controle dos aeroportos.

As facilitações no processo englobam a diminuição brusca dos investimentos exigidos nos aeroportos pelas empresas (ou seja, pior qualidade tanto para o trabalhador quanto aos passageiros) e a retirada da exigência de que ao menos um operador aeroportuário com experiência comprovada participe do consórcio como sócio, escancarando que o objetivo da venda nunca foi a qualidade. Na verdade o leilão, agora facilitado, faz parte de um projeto privatista do governo de Bolsonaro e Mourão, que representam os interesses dos grandes empresários e dos banqueiros, aprofundando o descarregamento da crise nas costas dos trabalhadores e toda população oprimida para que não falte dinheiro no bolso dos bilionários.

É preciso resistir e lutar contra mais esse ataque privatista de Bolsonaro, Mourão e Guedes. A privatização carrega consigo a precarização do trabalho, tirando direitos trabalhistas básicos e diminuindo salários para que os lucros do patrão estejam em dia e em alta. Esse fato se expressou recentemente na LATAM, por exemplo, quando a empresa anunciou que iria demitir mais de 2000 trabalhadores enquanto em 2019 tinha alcançado níveis recordes de lucro. Os aeronautas e aeroviários deram exemplo se organizando e se manifestando contra esse brutal ataque.

Hoje também dão exemplo os trabalhadores dos correios, que estão em uma luta incansável contra a privatização e retirada de direitos básicos. É a partir desses exemplos que todos os trabalhadores dos aeroportos podem se alçar para defender seus direitos e o setor aeroportuário brasileiro contra a privatização. Basta de vender nossos direitos ao setor privatista e às empresas imperialistas. Que em todo local de trabalho sejam construídas assembleias de base para que os trabalhadores possam se organizar contra a privatização, o patrão, Bolsonaro, Mourão e Guedes.




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