Cultura

CENSURA À ARTE

Na gestão privatista de Doria, Festival Satyrianas e outros não podem ocupar a Roosevelt

O Festival Satyrianas não é o único, mas graças à gestão João Doria, os espaços culturais e de vivência da cidade estão sendo negados para facilitar a sua venda aos amigos empresários do prefeito.

Ítalo Gimenes

Campinas

quinta-feira 19 de outubro| Edição do dia

Festival tradicional de São Paulo está vedada de ocupar a praça Roosevelt, no centro de São Paulo, onde há 18 anos é realizado. A programação conta com peças, filmes e shows, tendo até agora 400 atrações confirmadas.

Organizado anualmente pela companhia Os Satyros, o Festival Satyrianas é o primeiro a surtir os efeitos da portaria publicada em fevereiro pela Prefeitura de São Paulo, que veda a realização de eventos e a concentração e dispersão de blocos carnavalescos na praça.
Porém, não é o primeiro evento boicotado pela prefeitura esse ano.

Doria demonstrou seu rechaço aos espaços de cultura e vivência em São Paulo ao intimidar com GMs o encontro de poetas Slam Resistência na mesma praça.

O carnaval de São Paulo desse ano já havia sido proibido de partir ou ser encerrado na praça, de modo que agora tudo que é realizado na Roosevelt passou a sofrer perseguição da prefeitura do novo prefeito privatista e higienista.

O proibicionismo do prefeito combina-se com a sua política privatista e higienista em toda a linha, censurando os espaços artísticos junto aos censores das exposições, como MBL.

O festival acontecerá de 2 a 5 de novembro, mas não poderá ocorrer pelas tradicionais 78 horas, pois devem ser encerradas à 1h. Além disso, ficará restrito aos teatros do entorno, como SP Escola de Teatro, Satyros, Parlapatões e Teatro do Ator, além de espaços parceiros, caso do Galpão do Folias (Santa Cecília).




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