Gênero e sexualidade

MULHERES RUMO 8M

Na Zona Norte de SP: “Mulheres à frente contra Bolsonaro: Greve das Professoras e o 8M”

Nesse sábado (23/02) na zona norte de São Paulo foi realizada a atividade “Mulheres à frente contra Bolsonaro: Greve das Professoras e o 8 de março”, um encontro de mulheres convocado pelo Grupo Pão e Rosas, o Movimento Nossa Classe - Educação, e Movimento Revolucionário dos Trabalhadores.

terça-feira 26 de fevereiro| Edição do dia

O encontro, primeiro realizado neste ano de 2019, reuniu dezenas de mulheres professoras e servidoras municipais em greve contra o SAMPAPREV, além de metroviárias, estudantes e mulheres trabalhadoras de diferentes categorias, para debater como se organizar e mobilizar mais mulheres e trabalhadores para resistir aos ataques e a construção de um forte bloco do Pão e Rosas no 8 de março
diante da difícil conjuntura em que as mulheres são linha de frente, seja contra os ataques de Bruno Covas ou do governo Bolsonaro, extremamente reacionário e que possui uma agenda de ataques econômicos e antidemocráticos.

Com as professoras Maíra Machado e Grazi Rodrigues abrindo a mesa de discussão, a atividade abordou, além do atual conflito dos servidores municipais, temas extremamente atuais como os ataques à educação e a reforma da previdência nacional de Bolsonaro, mostrando os laços que unem todos os ataques contra os trabalhadores e que tem como objetivo fazer-nos pagar pela crise econômica criada pelos capitalistas, assim como o conflito que se intensifica na Venezuela arquitetado pelos EUA para aumentar a exploração e a influência imperialista na América Latina. Todos esses acontecimentos que se interligam através da luta e colocam as mulheres como linha de frente de toda classe trabalhadora não apenas no Brasil mas em todo mundo, resgatando, assim, o profundo significado e necessidade de construção de uma forte demonstração de forças no dia 8 de março, Dia internacional da Mulher, mostrando aos governos que não iremos aceitar caladas que nos roubem nossos direitos e nossas vidas.

Conforme disse a professora Grazielli Rodrigues: “nós que carregamos o mundo nas costas podemos cumprir um papel determinante quando nos levantamos pra lutar, ser uma faísca para acender a luta nacional”. Se a burguesia busca descarregar a crise sobre nós,mulheres trabalhadoras, sejamos milhões pelo mundo na linha de frente da luta de classes para barrar os ataques contra classe trabalhadora. A começar pela luta das professoras municipais de São Paulo, que pode abrir o caminho para a luta contra a reforma da previdência nacional.

O Movimento Nossa Classe - Educação e o grupo de mulheres Pão e Rosas colocam suas forças à disposição de construir fortes correntes para agrupar as lutadoras e lutadores também na zona norte de São Paulo e convidam todas que se identifiquem com a ideia de lutar nessa perspectiva para conhecer-nos e prepararmos juntos nossa resistência aos ataques que se aproximam e colocar a força das servidores municipais em defesa dos direitos de nossas comunidades escolares e de toda população.




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