Educação

LUTA CONTRA BOLSONARO

Na UFF e em todo país, precisamos de um plano de luta unificado para derrotar os ataques à educação e a reforma da previdência de Bolsonaro!

É preciso uma resposta unificada e forte à altura para enfrentar o governo Bolsonaro, seus ataques à educação e a reforma da previdência.

segunda-feira 6 de maio| Edição do dia

A semana passada começou com o anúncio de contingenciamento de 30% das verbas da Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal da Bahia e Universidade de Brasília, sob a alegação de “balburdia”, em meio aos ataques às ciências humanas e ao “escola sem partido”, mas como se não fosse absurdo o bastante, terminou com a ampliação do ataque à todas as Universidades e Institutos Federais do país. É preciso uma resposta unificada e forte à altura para enfrentar o governo Bolsonaro, seus ataques à educação e a reforma da previdência.

No Rio de Janeiro o contingenciamento vem chegando à 41% como é o caso da UFRJ e atinge inclusive centros de educação básica como o Colégio Pedro II que anunciou ter tido quase 37% das verbas cortadas. É sem dúvida o maior ataque à educação pública dos últimos tempos, que na prática pode inviabilizar o funcionamento de centros de pensamento no país inteiro, como é o caso da UFF Campos.

Acontece que depois da ampliação do ataque, Bolsonaro e seu ministro da educação saíram com uma chantagem descarada. Dizem que se for aprovada logo a Reforma da Previdência, podem reverter o contingenciamento na educação. Querem nos fazer acreditar numa mentira, a de que só há dinheiro para educação se não tivermos aposentadoria, enquanto seguem pagando a dívida pública fraudulenta aos banqueiros e investidores internacionais. Querem separar a luta dos estudantes e trabalhadores da educação, da luta do conjunto dos trabalhadores do país contra a reforma da previdência, mas precisamos dizer não!

Eles têm medo, porque conhecem o potencial do movimento estudantil quando se junta aos trabalhadores, e por isso querem nos separar, mas é justamente na luta unificada de estudantes e professores que incendeie também outras categorias de trabalhadores que reside nossa chance de vencer. A mobilização de estudantes, professores, funcionários e pais de alunos do Colégio Pedro II e de Institutos Federais do Rio de Janeiro hoje, segunda (06), é a demonstração de que podemos somar forças para lutar.

Nas universidades, precisamos organizar um plano de luta urgente a partir das bases, exigindo da UNE, que prepara seu Congresso neste ano e já adiou sua data para dias úteis em que jovens trabalhadores não poderão ser parte, que tome medidas efetivas de mobilização nas Universidades onde estão, colocando todo seu aparato a serviço disso, para que o movimento estudantil entre em cena como potente aliado aos professores e aos trabalhadores de conjunto, cumprindo o papel que eles tanto temem. Aqui na UFF o plano de luta começa com uma forte mobilização no ato desta quarta (08) e a construção, a partir de assembleias de base nos cursos, de uma paralisação efetiva no dia 15, junto aos professores do país inteiro contra os ataques a educação e a reforma da previdência. Nós estudantes precisamos de uma política independente das reitorias que podem ceder as chantagens do governo, mas exigimos que se é verdade que a direção da UFF está de fato interessada em barrar o contingenciamento, precisa convocar toda a comunidade acadêmica para mobilização de rua no dia 15, a partir de uma paralisação efetiva das atividades acadêmicas.

Enquanto a CNTE convoca o dia 15 como o dia de luta da educação contra a reforma da previdência e os ataques, a CUT e CTB falam de paralisação nacional apenas em 14 de junho, medidas que separam a luta das categorias e servem mais para descomprimir o descontentamento das bases e pressionar saídas institucionais, como apelar ao STF contra o contingenciamento, do que coloca toda força na mobilização independentes dos trabalhadores e da juventude para derrotar o governo.

Só a luta unificada dos trabalhadores da educação e da juventude com o conjunto dos trabalhadores do país, com um programa anticapitalista para enfrentar a crise pode derrotar Bolsonaro, por isso é preciso confiar nas nossas forças, mas também denunciar as manobras das burocracias e exigir que rompam com o imobilismo que vieram construindo em todo o último período.

Imagem: causaoperária.org




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