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CASA MARX DA LAPA HOMENAGEIA E DEBATE MARIELLE

Na Casa Marx também se escutou o grito: Marielle, presente!

segunda-feira 19 de março| Edição do dia

Mais de 100 jovens e trabalhadores participaram da atividade na Casa Marx, onde o grito de "Marielle, presente!" ecoou fortemente, e o espírito era de transformar a tristeza e indignação em luta e organização.

O debate foi sobre como seguir a luta nas ruas por Marielle e como fortalecê-la em cada local em que os lutadores ali presentes atuam: na UERJ, UFRJ, PUC, UFF, professores, cedaianos, garis, metroviários, servidores municipais, na saúde, assistentes sociais, IBGE, secundaristas, universidades privadas, além de artistas, que são fundamentais na luta, e outros setores.

Os presentes debateram que aprofundar a luta era a melhor maneira de fazer jus a Marielle e fazer com que os responsáveis pelo assassinato paguem por ele: desde os que a executaram, até os golpistas Temer, Pezão e Crivella e seus agentes como a Globo, que criaram esse país onde alguns podem imaginar que ficaria impune tamanha brutalidade. Eles querem calar os que denunciam os golpistas e os assassinos, mas não passarão! Eles vão pagar por Marielle, e também por Anderson e cada um que essa sociedade decadente leva de nós, que com os golpistas no governo só vem piorando cada vez mais as condições de vida, o que só pode levar a mais barbárie social.

A atividade iniciou-se com a fala de Carolina Cacau, estudante da UERJ, professora, militante do MRT e ex-candidata a vereadora pelo PSOL. Em sua intervenção que iniciou-se com o grito de “Marielle presente!” e “Anderson presente!”.

Cacau resgatou que a Casa Marx, sede do Esquerda Diário, cujo lançamento estava previsto para ocorrer no dia 17 de março, não podia seguir com o lançamento como havia planejado para o dia 17, como explicamos nesse comunicado. Numa fala emotiva, Cacau destacou que o brutal assassinato de uma vereadora de esquerda, mulher e negra como Marielle merece uma resposta à altura, com a continuidade e o aprofundamento de um grande movimento nas ruas que derrote a intervenção federal do golpista Temer, e que lute por uma comissão independente de investigação, composta pelas organizações dos trabalhadores, de Direitos Humanos, da Maré entre outras. “Não se pode acreditar que a apuração desse crime pode ser feita pela mesma polícia que assassina e criminaliza a juventude negra das favelas”, afirmou. Também desenvolveu como é necessário lutar pela legalização das drogas, bem como ir na raiz do problema da crise social do Rio, que só pode se resolver atacando a propriedade privada e fazendo com que sejam os empresários e políticos corruptos que paguem pela crise.

Após essa intervenção, diversas falas do plenário se deram, expressando a indignação pelo assassinato de Marielle e a disposição de seguir na luta. Um sentido importante a que se chegou com o decorrer das discussões do dia, foi que estão colocadas as condições para massificar ainda mais o movimento, organizando em cada local de trabalho e estudo a continuidade dessa luta.

Um dos debates importantes que se deu foi sobre a profundidade da mudança da situação política no país que está ocorrendo desde o brutal assassinato da Marielle, pois alguns setores vem expressando medo dos ataques em relação à esquerda, em meio a um contexto de aumento do autoritarismo judiciário com a condenação arbitrária de Lula, e da infame intervenção federal a mando do golpista Temer no Rio de Janeiro. Mas debatemos na atividade como a reação massiva nas ruas das principais capitais do país e nas redes sociais impactaram numa mudança da correlação de forças, que deixou com medo a burguesia e a direita, deixando Bolsonaro calado, resgatando o espectro de junho e com medo de uma explosão social ainda maior. Uma das intervenções que abordou isso foi de Marcelo Tupinambá, que socializamos no vídeo abaixo.

A atividade terminou num espírito combativo, chamando a participação no ato da Maré do domingo:

e a chamar amplamente o ato de terça, a organizar assembleias nos locais de trabalho e estudo, a fazer agitação massiva de cartazes e panfletos pela cidade e a nos mantermos cada vez mais organizados.




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