BALCÃO DE NEGÓCIOS

Na Câmara Federal, quase metade dos políticos eleitos são milionários

Com uma ligeira queda, em comparação ao ano de 2014, a nova Câmara Federal, que se forma nessas eleições manipuladas pelo judiciário e com o auxílio das Forças Armadas, será composta por quase metade de políticos milionários, abertamente capitalistas e defensores dos interesses dos patrões contra os trabalhadores.

Douglas Silva

Estudante da UFJF

terça-feira 9 de outubro| Edição do dia

São 241 políticos que declaram ter patrimônio superior a R$ 1 milhão (47% dos 513 eleitos).

O balcão de negócios da burguesia, com ruralistas, escravagistas, golpistas e reacionários, será composto no ano que vem pelos representantes mais ferozes dos capitalistas.

Em 2002, eram 116. 2006, havia 165. Em 2010, eram 194. Em 2014, foram 248 políticos milionários eleitos para a Casa. Hoje, em 2018, serão 241 deputados federais milionários a tomar posse, em 2019. Uma queda irrisória levando em conta que, nos processo eleitoral, não são poucos os políticos que escondem seu real patrimônio, muitos dos quais são fruto direto da corrupção intrínseca ao sistema capitalista.

Sendo essa a primeira eleição após a reforma política feita em 2015, que proibiu doações empresariais, o que se mostrou foi que a medida não impediu que os milionários banquem suas próprias campanhas.

Além da Câmara, não são poucos os exemplos de políticos milionários concorrendo à outros cargos. João Doria (PSDB), candidato ao governo de São Paulo e Zema (NOVO), ao governo de MG, são exemplos tradicionais de empresários golpistas que buscam descarregar a crise nas costas dos trabalhadores. Afinal, ambos já deixaram claro que para continuar os ataques de Temer, de forma ainda mais dura, irão apoiar o ex-capitão reacionário, Jair Bolsonaro, para presidência.

O que deve ficar mais claro do que água cristalina, é como a formação dessa Câmara de milionários estará a serviço dos interesses dos patrões, afinal, são eles próprios parte dos capitalistas que buscam descarregar a crise nas costas dos trabalhadores de mãos dadas com Bolsonaro e seu guru econômico, ultraliberal, Paulo Guedes, e, seu vice reacionário, defensor do fim do 13°, Hamilton Mourão.




Tópicos relacionados

Eleições 2018   /    Bolsonaro

Comentários

Comentar