Internacional

Na Argentina, governo Macri quer impor a reforma da previdência através da repressão

Hoje ocorrem mobilizações importantes e contundentes devido a convocatória de várias organizações a uma paralisação nacional contra a reforma da previdência. Ainda que haja relatos de que a policia conteve a chegada da vários ônibus vindos de diversas partes do país, milhares de pessoas atenderam ao chamado e o governo Macri respondeu com brutal repressão.

segunda-feira 18 de dezembro de 2017| Edição do dia

Como afirma o deputado da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, Nicolas Del Caño: “ a reforma da previdência é ilegítima e por isso querem com a repressão gerar medo”.

Há instantes, a polícia de Buenos Aires passou da repressão com gás de pimenta e bala de borracha, para começar a prender os manifestantes. Já haviam centenas de feridos.

Entre eles, foi ferido e detido o trabalhador telefônico Carlos Artacho, membro da direção da FOETRA e dirigente operário do PTS na Frente de Esquerda e dos Trabalhadores.

As centrais sindicais ainda adotam posturas vacilantes ou totalmente pelegas como o papel nefasto da CGT que primeiro declarou que não aderiria a greve nacional pois não seria possível mobilizar trabalhadores e por outro lado negociando a reforma trabalhista com órgão do governo. Através da demonstração de força de milhares de trabalhadores e para não ficar isolada, o concelho diretivo da CGT anunciou que a partir da meia-noite, convocaria uma paralização nacional de 24 horas.

A esquerda na Argentina se mobiliza desde cedo em mais uma jornada de lutas contra a reforma da previdência que tentar impor o governo Macri. E o recado é claro: “Se for colocado em movimento todas as forças operárias, podemos impedir as reformas”, disse Claudio Dellacarbonara, membro do Sindicato dos metroviários de Buenos Aires e dirigente do “Movimiento de Agrupaciones Clasistas” impulsado pelo PTS.




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