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ELEIÇÕES ARGENTINA 2019

Myriam Bregman fechou sua campanha com um “pañuelazo” pelo aborto legal na Argentina

Myriam Bregman, pré-candidata a deputada nacional em CABA na Argentina, encerrou hoje, quinta-feira, sua campanha portenha na Diagonal Norte e na Flórida, às 17 horas, junto com candidatos e candidatas da Frente de Esquerda Unidade.

sexta-feira 9 de agosto| Edição do dia

*Pañuelazo: Os lenços verdes, chamados de pañuelos em espanhol, marcaram a luta pelo direito ao aborto na Argentina. Pañuelazo foi uma espécie de ato com vários desses lenços.

Bregman, uma das líderes da maré que em 2018 inundou as ruas do país pelo aborto legal, disse a esse respeito que "um ano após a enorme mobilização da maré verde, onde milhões de mulheres se mobilizaram por seus direitos, desde a Frente de Esquerda Unidade de CABA encerramos nossa campanha com um “pañuelazo”".

No centro de Buenos Aires para o encerramento da campanha estavam também Gabriel Solano, candidato a Chefe de Governo, Cele Fierro, Laura Marrone, Juan Carlos Giordano e Maria del Carmen Verdú.

Desde suas redes sociais, Bregman, candidata a deputada nacional da esquerda, lembrou a tarde de 8 de agosto de 2018 com uma foto sua participando das ações daquele dia em frente ao Congresso Nacional.

"O lenço celeste é uma imposição, no entanto o lenço verde é a possibilidade de decidir e que nenhuma mulher morra mais na cladestinidade", disse ela no marco da campanha de encerramento desta tarde, e ressaltou que "nossa frente é completamente verde, e reafirmamos nosso compromisso com a educação sexual integral nas escolas, por contraceptivos em todos os centros de saúde e aborto legal, seguro e gratuito em todos os hospitais e um plano integral contra a violência de gênero ".

"Estamos falando de um problema de saúde pública, todos os que vão entrar no Congresso devem dizer o que vão fazer na hora votar", disse ela, e destacou que "a votação deste domingo para a Frente de Esquerda Unidade é uma clara mensagem política para demonstrar que somos muitas e muitos os que continuaremos defendendo os direitos das mulheres e a dissidência sexual, dos trabalhadores, dos jovens, dos aposentados. Nelas e neles pensamos quando dizemos que temos que inverter as prioridades ".




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