Museu Nacional é o sexto incêndio na UFRJ desde 2011

Alto número é resultado da precarização que vem nas Universidades há anos, passando pelo governo petista e se intensificando após o golpe.

segunda-feira 3 de setembro| Edição do dia

Foto: Reuters/Ricardo Moraes

Na noite de ontem (2/9) o Museu Nacional da UFRJ teve um incêndio de imensas proporções. O caso é grave, representa uma enorme perda para o acervo histórico e científico no país, sendo seus custos imensuráveis. Muitos cientistas perderam anos de pesquisas, e muitos alunos terão seus projetos de mestrado e doutorado totalmente comprometido.

Diferentemente do que Temer e outros dizem, não se tratou de um acidente e sim de um crime decorrente das políticas de corte de corte de gastos dos diferentes governos. A situação de precariedade é conhecida pelos estudantes, muitos prédios não estabelecem as normas de segurança a incêndios, sendo uma bomba relógio que coloca em perigo milhares de alunos, trabalhadores e professores. Apenas no mês passado, houve uma explosão na COPPE e um vazamento de gás no CCS.

Esse caso, porém, não foi o primeiro incêndio que a UFRJ sofre. Nos últimos 8 anos, debaixo das gestões tanto de Dilma quanto de Temer, houveram seis incêndios. Durante a gestão petista, houveram incêndios no Palácio Universitário (2011), no Prédio de Letras (2012) e no Centro de Ciências da Saúde (2014). Após o golpe, houveram os incêndios na Reitoria (2016), Alojamento (2017) e agora no Museu.
Esses dados mostram que, ao contrário do que alguns setores petistas vem afirmando, a precarização da universidade vem desde as gestões petistas. Desde 2004 foi anunciado que o acidente poderia ocorrer, pelo então secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victor. Para evitar a tragédia seria necessário um investimento de 40 milhões, investimento esse que foi negligenciado pelo governo Lula na época. A política do REUNI, que aumentou as vagas em universidades públicas, fez isso ao mesmo tempo que precarizava o ensino e entregava bilhões a universidades privadas com programas como o ProUni.

Segundo Luiz Fernando Dias Duarte, a situação piorou devido a um contingenciamento de uma verba de 21 milhões de reais que tinha sido votada em 2013 para realizar a manutenção do Museu. Além disso, entre 2013 e 2015, o orçamento anual do museus caiu de 531 mil para 237 mil reais. Desde 2016, já eram notificadas graves problemas à estrutura do prédio como goteiras e a presença de morcegos. Apenas em junho, por causa da celebração de seus 200 anos, foi realizado um acordo de patrocínio com o BNDES de 21,7 milhões de reais. Esse dinheiro previa, entre outras coisas, um plano de combate a incêndios.

Fonte: Folha de São Paulo

Todos esses cortes a educação vem apenas para garantir o pagamento da dívida pública, que tanto FHC, quanto Temer o os governos petistas pagaram religiosamente. É preciso uma campanha pelo não pagamento da dívida pública e que os recursos sejam investidos em na educação e nos serviços públicos!

Veja também: Absurdo: um juiz do STF ganha mais do que o orçamento do Museu Nacional em 2018




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