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MARIELLE FRANCO

Munição que matou Marielle é do mesmo lote usado na maior chacina da história de SP

Segundo a perícia da Divisão de Homicídios os lotes de munição utilizados para o assassinato de Marielle é original e foram vendidos em 2006 para a Polícia Federal de Brasília.

sexta-feira 16 de março| Edição do dia

IMAGEM: claudia.abril

Os tiros que mataram Marielle Franco, vereadora do PSOL-RJ, na última quarta feira (14/03), são do lote original UZZ-18, munição utilizada na pistola de calibre 9mm disparada por 13 vezes contra o carro onde se encontrava Marielle. A conclusão é da perícia realizada pela Divisão de Homicidios da Polícia Civil na quinta feira (15/03). Os lotes UZZ-18, BNT-84, BIZ-91, AAY68 e BAY-18, foram adquiridos juntos e pertenciam a Policia Militar, Exército e Polícia Federal de Brasilia, e foram comprados entre os anos de 2006 e 2008, com as notas fiscais 220-821 e 220-822 junto a empresa CBC, que prestou depoimento para a Corregedoria da Polícia Militar. A munição dos mesmos lotes já havia sido utilizada em 2015 numa chacina nas regiões de Osasco e Barueri em São Paulo, que deixaram 19 mortos e cinco feridos no dia 13 de agosto.

Conforme a perícia, também se constatou que Marielle não costumava sentar no banco de trás do carro, o que indica que estava sendo observada pelos criminosos antes do ocorrido, durante um trajeto de pelo menos 4Km, o que comprova a premeditação do atirador, que segundo a própria Divisão de Homicidios, tratava-se de alguém experiente e que tinha o conhecimento do que estava fazendo. A principal linha de investigação segue sendo execução, já que como já foi anunciado nada foi levado das vitimas que estavam no carro.

Com o anuncio a mídia e a Polícia rapidamente já se pronunciaram num tentativa de afirmar que houve um desvio de corrupção, insinuando que os lotes podem ter sido desviados. O jornal Hoje da Rede Globo apresentou essa hipótese, isentando a participação da Polícia Federal, e logo após a perícia, Polícia Civil e Federal disseram que vão trabalhar juntos para apurar os desvios. O que estão tentando esconder é justamente o possível envolvimento direto da participação da polícia no assassinato de Marielle e o motorista Anderson.

O governo Temer e suas instituições tem medo que a comoção, a indignação e a raiva que levaram a milhares de pessoas as ruas no Rio de Janeiro e nas manifestações em vários estados do país na noite de ontem, lembrando bastante o espirito presente em junho de 2013, questionem os verdadeiros responsáveis pela morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, e de forma demagógica tentam fazer parte dessa comoção, com lágrimas de crocodilo para dar continuidade a reacionária intervenção federal no RJ, que vem massacrando principalmente a juventude negra da periferia, principal alvo das denúncias que Marielle fazia na Camara Municipal. Os golpistas são os responsáveis, mas não irão calar a esquerda e os que querem denunciar os crimes policiais e a intervenção federal. Basta de crimes policias! Fora a Intervenção Federal! Marielle presente!




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