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CALOTE

Multinacional Vallourec e Urb Topo dão calote em trabalhadores

Na última terça (06), a Vallourec amanheceu diferente. Os trabalhadores terceirizados da empresa Urb Topo, que cuidam da manutenção do patrimônio dentro da Vallourec, pararam a entrada da empresa em protesto por estarem há mais de um mês sem receber o salário e os direitos referentes à rescisão do contrato pela empresa. O próximo dia de protesto será na quinta feira, em frente à empresa.

quarta-feira 7 de setembro| Edição do dia

Ontem (06) foi o primeiro dia de protesto exigindo que os direitos que elas devem aos trabalhadores sejam pagos. Segundo os trabalhadores, a empresa Urb Topo, contratada pela Vallourec, declarou falência e ainda não pagou o que devia, nem o FGTS, aos 94 trabalhadores contratados. Depois de uma semana de movimentações no ministério público e audiências trabalhistas, as empresas seguiram sem pagar o que devem aos trabalhadores.

Entre os trabalhadores tem pais com crianças recém nascidas e trabalhadores de mais de trinta anos de empresa que sairão por hora sem ter seus direitos de anos trabalhados garantidos. Sem salário do último mês, os trabalhadores denunciaram como esse descaso da empresa gera dívidas que se acumulam e famílias que deixam de ter parte de seu sustento básico.

A multinacional Vallourec mostra que apesar de seus enormes lucros sobrevive do trabalho terceirizado que escraviza, humilha e divide e retira direitos dos trabalhadores. O Esquerda Diário prestou apoio à luta e entrevistou Flavia Valle, professora e candidata a vereadora do MRT pelo PSOL: “Viemos aqui pelo Esquerda Diário ajudar apoiar e cobrir essa luta dos trabalhadores que mostra que a multinacional Vallourec não cumpre os direitos trabalhistas deixando pais de família sem salário e sem FGTS depois de anos de trabalho. Os donos da Vallourec pensam apenas em suas famílias e não nas famílias de 94 companheiros que perderam parte de seu sustento mensal. Todos os direitos tem que ser pagos imediatamente. Também batalhamos contra a terceirização e que todo trabalhador terceirizado seja contratado pela Vallourec, com os mesmos direitos e salários.”




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