Educação

Mulheres tem menos bolsas científica do que homens em exatas no Brasil

Um estudo da professora de psicologia da USP, Jaroslava Varella Valentova, mostrou o desequilíbrio de gênero entre pesquisadores com bolsas de produtividade do CNPq.

segunda-feira 12 de março| Edição do dia

Segundo o estudo, a presença das mulheres no meio acadêmico e o número de bolsas destinado a elas é mais escassa nos níveis de pesquisa, especialmente nas áreas de ciências exatas. A pesquisa, publicada na revista “PeerJ” analisou as 13,6 mil bolsas de pesquisa entre 2013 e 2014 por gênero e área de conhecimento.

Do total de 4.859 bolsas no período nas áreas dentro das ciências exatas, apenas 976 (20,08%) foram para pesquisadoras. Em alguns casos as mulheres representam menos de 5% do total de pesquisadores, como é o caso dos bolsistas em engenharia elétrica; são apenas 13 mulheres com bolsas no período, contra 269 de homens.

Os números mudam quando analisamos as outras áreas de conhecimento, mas homens continuam sendo a maioria em números absolutos.

• 22 áreas em ciências exatas: 976 mulheres, e 3.883 homens.
• 24 áreas em ciências humanas: 1.531 mulheres, e 1.548 homens.
• 30 áreas em ciências biológicas: 2.349 mulheres, e 3.338 homens.

O contexto das bolsas faz parte do machismo estrutural que as mulheres, cis e trans, sofrem em nossa sociedade. Os atos massivos do 8M que ocorreram pelo mundo todo, mostram como é urgente lutar pela vida das mulheres, questionando desde a desigualdade no mundo acadêmico, mas todas as violências que sofrem todos os dias.




Tópicos relacionados

Universidades Privadas   /    Universidades Federais   /    Educação   /    Gênero e sexualidade

Comentários

Comentar