Gênero e sexualidade

EXTREMA DIREITA

Mulher trans, foi morta a facadas no centro de SP, aos gritos de “Bolsonaro”

terça-feira 16 de outubro| Edição do dia

Ocorreu na madrugada desta terça-feira, mais um caso brutal de violência, consequência do discurso de ódio de Bolsonaro que legitima todos os ataques que estão ocorrendo contra mulheres, LGBTs, negros e índios.

Até então identificada como Priscila, a mulher trans foi brutalmente assassinada a facadas durante um ataque de quatro bolsonaristas no Largo do Arouche, Centro de São Paulo. Uma testemunha que estava presente no momento disse que, durante o ataque, em frente a um bar, ela ouviu alguns homens gritando o nome do candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 4h50 desta terça, quando atendeu um chamado sobre uma pessoa esfaqueada e gravemente ferida na região da República. A vítima foi levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital.

A mesma testemunha ainda contou que os criminosos fugiram e logo em seguida ouviu a vítima pedindo ajuda, dizendo que "ia morrer".

Um levantamento realizado pela Pública em parceria com a Open Knowledge Brasil revelou que houve pelo menos 70 ataques nos últimos 10 dias no país. A grande maioria dessas agressões foi feita por apoiadores de Bolsonaro, que está liderando as pesquisas eleitorais. Dentre esses caso, este é o segundo caso fatal, e se soma ao assassinato também a facadas do mestre Môa do Katendê, capoeirista e ativista, morto a facadas após declarar seu voto no PT.

Isso mostra que as declarações de Bolsonaro que incitam a violência contra todas as minorias e a violência policial estão ecoando país afora e se transformaram em agressões físicas e verbais e que só vão ser cada vez mais constantes depois das eleições.

Por isso precisamos urgentemente construir comitês de mobilização nos locais de trabalho e nos locais de estudo, uma massiva força militante para combater a extrema-direita no Brasil.




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