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Mulher negra sofre racismo em unidade do CEPAT em Joinville: “não temos nada para limpeza”

Na última sexta- feira (06) uma mulher de 47 anos registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança, Mulher e Idoso (Dpcami) de Joinville, denunciando que sofreu preconceito racial e de gênero no Centro Público de Atendimento ao Trabalhador (CEPAT).

segunda-feira 9 de outubro| Edição do dia

Pandora, como prefere ser chamada, relatou que estava no CEPAT de Joinville, no balcão, olhando por curiosidade uma lista de oportunidades de emprego quando um funcionário do local a abordou e, mesmo sem ela ter perguntado, disse: “Não tem nada para a limpeza”, “não tem nada para a cozinha” e “também não tem nada para costureira”.

A vítima possui formação em Design de Moda e Vestuário e informou indignada ao funcionário ter nível superior e, ao se sentir ofendida, procurou o setor de cursos do Cepat para denunciar. O coordenador informou em nome do órgão que tomaria “providências”, relata o boletim.

Casos como o de Pandora, são recorrentes e comuns de se ver no cotidiano. As mulheres negras sofrem com o racismo institucional ocupando os posto de trabalho mais precários, com os piores salários e condições e, mesmo quando não estão nessa posição, sofrem o racismo cotidianos e estarem presas ao estereótipo da trabalhadora doméstica. É mais do que urgente lutar contra o racismo que estereotipa as mulheres negras e as coloca nos empregos mais precários, combatendo o sistema capitalista que precisa dessa opressão para garantir seus lucros.




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