25 de JULHO DIA DA MULHER NEGRA LATINA AMERICANA E CARIBENHA

Mulher negra e direito ao aborto serão tema em roda de conversa em SP

Leticia Parks

São Paulo

quinta-feira 26 de julho| Edição do dia

No dia 27/07, o Pão e Rosas e o Quilombo Vermelho organizam uma roda de conversa na Casa Marx de São Paulo, as 18h30. O tema e a mulher negra e a luta pela legalização do aborto e pelo direito a maternidade. Não deixe de participar!
Com a enorme maré verde que atravesse a Argentina, o espírito da luta das mulheres se tornou ainda mais forte a atravessou as fronteiras, trazendo em pauta o tema da legalização do aborto aqui no Brasil.

Em nosso país, a luta pela legalização do aborto é uma tarefa da ordem do dia, já que o aborto clandestino mata em média 4 mulheres por dia e é a quinta maior causa de morte materna. 3 a cada 4 mulheres que morrem por abortos clandestinos são negras, mostrando que o racismo estrutural em nosso país também tinge de negro a pele das mulheres que perdem suas vidas pelo conservadorismo que sobrevive na lei antiaborto e no fato de ser tratado como crime e ignorado como medida de saúde pública.

A luta pela legalização do aborto e mais uma mostra do lugar que as mulheres sempre ocuparam na história: a vanguarda, as primeiras fileiras. O que também é verdade para as mulheres negras, as rebeldes da luta contra a escravidão, as valentes desafiadoras do apartheid e das leis de segregação.

Reclamemos nosso lugar da história em meio a essa enorme crise capitalista que os capitalistas querem nos fazer pagar, em especial as mulheres negras que recebem 50%a menos do salário dos homens negros, com as medidas de temer, o governo golpistas, a situação vai se agravando pois cada medida adotada para atacar os trabalhadores, atingem as mulheres negras de maneira ainda mais brutal como a lei da terceirização que já tinha rosto de mulher negra, assim como a reforma trabalhista que precariza ainda mais o trabalho, retira e relativiza direitos.

Por isso chamamos em especial as mulheres negras à irem nesta atividade e seguirmos lutando juntas e aliadas a classe trabalhadora, para que a história seja contatado com as mulheres negras e trabalhadoras nas primeiras paginas dos livros que irão contar que os capitalistas do século XXI foram derrotados por nós e que tiveram que pagar pela crise que eles mesmos criaram.




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