Política

MANIFESTAÇÕES DA DIREITA

Muito de direita e pequena a manifestação de direita em São Paulo

domingo 4 de dezembro de 2016| Edição do dia

Muito à direita e pequenas estão todas as manifestações no dia de hoje. Mesmo em São Paulo metroviários já haviam informado ao Esquerda Diário que a movimentação absolutamente normal mostrava que as manifestações de hoje não mostrariam força. O que mostraram foi além do amor ao arbitrário Sérgio Moro, foi um ódio ao direito das mulheres e, em razoável proporção a defesa de intervenção militar.

Como mostramos as manifestações em Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte frustraram os convocantes pelo número de presentes. No Rio de Janeiro, tal como em São Paulohouve um importante bloco contra o direito ao aborto. Mesmo em São Paulo, onde as manifestações da direita tem conseguido dar suas maiores demonstração de forças o ato é o menor de todos já organizados pelo MBL, Vem Pra Rua e outros grupos direitistas. Muito diferente da Globo News que fala em "expressiva manifestação", o Esquerda Diário estima em no máximo 15 mil pessoas os presentes em São Paulo.

Em São Paulo os manifestantes de amarelo CBF e verde-olivia tem como eixo principal a defesa de Sérgio Moro e da Lava Jato, tal como nas outras capitais do país tomam como alvo Renan Calheiros. Na capital paulista também erguem sua voz contra o direito ao aborto, como se viu em um importante bloco desse ato, bem como em um importante setor pró-intervenção militar.

Com toda a hipocrisia de quem aplaudiu o Congresso há poucos meses quando esses votaram o impeachment os manifestantes na capital paulista levam faixas denunciando o "congresso corrupto" em defesa da Lava Jato e Sérgio Moro, bem como entoam cantos contra o direito ao aborto dizendo "STF condene os corruptos e não bebês".

Contra os direitos das mulheres, ou seja a favor da morte de milhares de mulheres devido ao aborto ser ilegal no país, é um dos principais eixos do ato, mostrando seu caráter direitista e de se opor as importantes lutas das mulheres no último período.

Não só de grupos notórios defensores da ditadura militar como Revoltados Online e similares se escutam gritos homofóbicos e contra a esquerda. No carro do MBL também é feita constante agitação homofóbica contra o PSOL de Jean Wyllys e contra todos que eles identificam como de esquerda.

Em meio à crise política onde o judiciário e seus direitistas apoiadores defendem super-poderes repressivos a essa força arbitrária, e por outro lado deputados e políticos que atuam em prol de sua própria impunidade, a editora do Esquerda Diário Diana Assunção publicou artigo explicando por que não deveríamos compor esse ato. Nesse artigo mostra que é necessária uma saída independente, uma Assembléia Constituinte imposta pela força da mobilização.




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