Política

SANTO ANDRÉ

Movimentos sociais pressionam e adiam projeto de lei contra os LGBTTs em Santo André

Nesta quinta feira (19), movimentos sociais e profissionais da educação, fazem pressão na câmara municipal de Santo André para arquivar o projeto de lei que defende o fim do debate sobre “ideologia de gênero” nas escolas, o PL 299.2017 ( PL da mordaça), encabeçado pelo Sargento Lobo do Solidariedade.

sexta-feira 20 de setembro| Edição do dia

O projeto foi aprovado em primeira instância, e mesmo sendo anticonstitucional foi aprovado por grande maioria.

O sargento Lobo junto ao outro vereador Ronaldo de Cásper estavam lá incitando o plenário, ofendendo os manifestantes, Ronaldo chegou a ameaçar chamar a polícia e por falta de argumentos, pediu ao presidente da Câmara para encerrar a sessão, e assim não teria que responder a um setor da população que ali se colocava em defesa da educação e dos LGBTT’s.

Tribuna livre: A educação pede passagem

Às quintas são dias de tribuna livre e os movimentos sociais se organizaram para usar o espaço da tribuna para expressar repúdio a esse projeto que quer punir os professores e criminalizar a juventude.

Ao não fazer um debate sobre educação sexual nas escolas não preparamos nossos jovens a se previnir, evitar grávidez, identificar casos de assédio e violência sexual.
Mas não para por aqui o projeto quer criminalizar os LGBTTs em especial as pessoas trans, com o discurso fantasioso de que os professores propagam a tal “ideologia de gênero”, categoria inventada pela direita para combater xs pessoas trans,no direito ao corpo e a sexualidade é um direito elementar, básico e democrático.

A tribuna contou com as falar das entidades SINPRO-ABC, APEOESP subsede de santo André, e da professora Maíra Machado, ex candidata a Vereadora na cidade que disse em sua fala: “Infelizmente ontem uma travesti foi morta em Santo André, mas é exatamente esse tipo de coisa que o sargento Lobo e todos aqueles que estão juntos com ele defendem, incluindo o Ronaldo de Castro, que estava aqui sem colocar nenhum tipo de argumento, mas como bom bolsonarista, estava aqui de capachão, igual é o Bolsonaro em relação ao imperialismo norte americano. Eles defendem a família, mas eu queria lembrar que a violência sexual acontece com nossa crianças e em cada 10 casos, 9 são dentro de casa, então nós como professores, vamos defender sim, que a escola siga sendo um espaço educativo, de debate, e que a gente possa cumprir um papel que é importantíssimo de ajudar as nossa crianças e a nossa juventude para que possam ter uma educação e se previnir, se cuidar, mas mais do que isso, para que possam exercer o direito ao seu corpo e sexualidade, ninguém aqui vai abaixar a cabeça!”.

Por fim Maíra termina dizendo que: “Pode Bolsonaro, Sargento Lobo, Dória quem for, querer colocar a gente no armário denovo, mas a gente não vai entrar de volta no armário, nós vamos organizar as nossas forças e vamos combater esses reacionários que neste momento estão no poder, mas quero lembrar, nada é eterno, e a nossa força é muito maior que a de meia dúzia que fica aqui advogando contra da família, contra a classe trabalhadora, contra as mulheres e os LGBTTs, nos estamos aqui em defesa da maioria ao contrário do que fazem os políticos”.

Devido a manifestação e participação dos profissionais da educação, jovens e trabalhadores da região a votação foi adiada para próxima terça feira, dia 24, às 15hrs e os movimentos convidam a população a entrar na defesa do direto ao corpo e a sexualidade, contra os conservadores que ligados a bancada evangélica e os setores mais reacionaria da sociedade, quem nos impedir de se viver de maneira livre, construindo nossa identidade e sexualidade.

Só a mobilização e a pressão popular pode barrar esse projeto, não se pode ter nenhuma confiança no estado burguês, nem mesmo nesses paladinos da moral que não falam e nosso nome.




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