Sociedade

VIOLÊNCIA POLICIAL

Movimentos sociais de MG ocupam ALMG contra violência policial de Pimentel

Diversos movimentos sociais de Minas Gerais encontram-se na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para denunciar a crescente violência policial nas periferias, contra os movimentos sociais e as ocupações urbanas.

quarta-feira 23 de agosto| Edição do dia

Foto: Brigadas Populares/Reprodução do Facebook

Os movimentos Brigadas Populares, Luta Popular, Frente Terra e Autonomia e MLB se reuniram na manhã dessa quarta e ocuparam a ALMG, exigindo uma reunião com o governador Fernando Pimentel, com o objetivo de acabar com a crescente violência da Polícia Militar cotidiana nas periferias, e também contra os movimentos sociais e trabalhadores, como recentemente no caso dos camelôs de Belo Horizonte.

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Está sendo convocado também um ato contra a violência policial para essa tarde, às 14h, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Confira abaixo a nota unificada divulgada nessa quarta, 23:

Pelo fim da violência policial na periferia e contra os movimentos sociais!

Há muito tempo a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG) vem praticando uma série de medidas que são inaceitáveis contra os movimentos sociais, negros e pobres em geral. Atos estudantis de rua são reprimidos, ocupações de terra despejadas, ambulantes são violentamente coibidos de se organizarem, manifestações culturais da juventude negra sofrem intervenção, dentre outros tipos de abusos contra diversos grupos sociais que têm algo em comum: incomodam a elite responsável pelo golpe e o processo de retirada de direitos em curso no Brasil.

Desde os governos tucanos de Aécio Neves e Antônio Anastasia (PSDB) a PMMG age de forma truculenta, porém, quando Fernando Pimentel (PT) assumiu o governo de Minas Gerais no ano de 2015, os números de violência e extermínio contra a classe trabalhadora, juventude e povo negro e periférico aumentou em escala nunca antes vista na história. Dados da Ouvidoria de Polícia de MG comprovam isto!

E mesmo que não tivessem dados estatísticos sobre, a realidade nos impõe uma vida difícil ante a truculência militar, como por exemplo: repressão contra as ocupações da Izidora, resultando em dezenas de prisões, inúmeros moradores feridos e que quase morreram (junho de 2015); repressão à manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na rua da Bahia em agosto de 2015, resultando também em dezenas de prisões; despejos ilegais (2016 e 2017) das ocupações urbanas em Santa Luzia, (região da izidora) comunidade de pescadores e vazanteiros em buritizeiro ( mesmo com ordem de reintegração de posse suspensa pelo TJMG) Maria Bonita, Maria Vitória, Maria Guerreira, Temer Jamais e Manoel Aleixo, resultando a última na tentativa de assassinato da jovem Gabi, a qual foi baleada a queima roupa com uma bala de borracha; sucessivos ataques a Ocupação William Rosa (entre 2013 e 2017, com várias prisões arbitrárias) através do uso desproporcional da força, com bombas de efeito moral, gás de pimenta, balas de borracha e munições letais,tudo isso despejado aos montes por helicóptero e por terra; omissão quanto aos incêndios criminosos anteriores a reitegração de posse prevista pela PM; intimidações com rondas massivas nas imediações da ocupação William Rosa e suporte a Guarda Civil de Contagem na tentativa de despejo da Ocupação Marião que resultou em 9 presos e vários feridos, entre crianças e grávidas; repressão às manifestações e ocupações estudantis em 2016; repressão às manifestações dos ambulantes no centro de Bh que, no último mês, foram violentamente acossados, com a presença, inclusive, de um "caveirão" em plena Praça Sete; além das prisões arbitrárias das artistas Madu Carvalho e Vanessa Beco (2017). Destaca-se que, no que tange às ocupações urbanas e rurais, a diretriz administrativa que regula a atuação da PMMG centraliza no Estado Maior a decisão sobre a execução de ordens de reintegração de posse de caráter coletivo, devendo o Governo de Estado se responsabilizar por tais ações.

Inúmeros são os casos de violência e abuso da PMMG, e o senhor Pimentel nada faz! Não é possível aceitar esse estado de coisas, sobretudo de um governo que se diz popular e que foi eleito com o slogan “Ouvir para governar”. Diante da omissão e do que nos parece ser a cumplicidade do governador Fernando Pimentel, estamos ocupando a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais exigindo que o governador receba os movimentos realizadores desta ocupação para tratar deste assunto.

Assinam essa nota:

Brigadas Populares
Luta Popular
Frente Terra e Autonomia
MLB




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