Política

ELEIÇÕES 2018

Mourão, vice de Bolsonaro, admite o que todo mundo já sabe: “fui um idiota”

domingo 7 de outubro| Edição do dia

Em mais uma escandalosa declaração racista, Mourão elogiou o neto dizendo que ele representava o "branqueamento da raça". Mais uma vez, cumpriu o papel de dizer abertamente o que os marqueteiros e conselheiros políticos de Bolsonaro tem recomendado que o candidato tente omitir de suas próprias opiniões para vender a absurda imagem de que "não é racista, machista ou homofóbico".

É evidente a falta de tato político de Mourão, mas ele cumpre um importante papel de dizer abertamente o que efetivamente pensa a chapa do general com o capitão da reserva Jair Bolsonaro, que em diversas ocasiões expressou seu racismo.

Mas, diante da pressão das urnas, até Mourão teve que fazer um "mea culpa" e disse: "fui um idiota", mas disse em seguida que é "um cara sincero" e "tenho 65 anos e se eu mudar será um horror". O general também falou, sobre a reação de indignação diante da barbárie racista que disse: "Eu já apanhei bastante, não apanhei? Podem bater, que a carcaça é boa. O que eu tenho dito é que a imprensa é para os governados, e não para os governantes." Também afirmou, como é tão recorrente diante dos absurdos preconceituosos e discriminatórios que sempre falam, que se tratava de "uma brincadeira".

Não há nenhuma brincadeira, mas a expressão mais sincera - como aliás ele já fez tantas vezes em aparições públicas - do mais intrínseco racismo desse representante reacionário da chapa de extrema direita de Bolsonaro, que agora tenta em vão dizer que não é racista.

Sua "retratação" é uma mera tentativa de não pagar o preço político nas urnas pelos absurdos que diz. Cabe a nós nos colocarmos para dizer que racistas como Mourão e Bolsonaro não passarão, e que a sua "idiotice" nessa e em tantas outras declarações não será tolerada.




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