Política

MARIELLE FRANCO

Mourão fala que "tão enchendo o saco" com o assassinato de Marielle Franco

Em Bauru, interior de São Paulo, o general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice na chapa do reacionário Jair Bolsonaro (PSL), disse que "tão enchendo o saco” sobre o caso de Marielle Franco e comparou o caso da facada do deputado com o assassinato da vereadora do PSOL.

segunda-feira 24 de setembro| Edição do dia

Para ele, a grande imprensa cobra mais pelo caso de Marielle do que pelo caso da facada contra o candidato de extrema direita. O agente isolado do atentado contra Bolsonaro já foi até mesmo sentenciado, quando no caso do assassinato planejado contra a vereadora as principais suspeitas envolvem grandes agentes políticos do regime carioca. O caso aconteceu há 6 meses e ainda não foram apresentadas respostas.

Portanto, o Estado e a polícia são os principais suspeitos de serem os mandantes desse crime racista. Caso que para Bolsonaro, segundo suas próprias palavras, não passou da normalidade do Rio de Janeiro. O general esquece, ainda, que o assassinato da vereadora esteve relacionado às suas denuncias da violência policial e da intervenção federal no Rio de Janeiro.

Além disso, Mourão foi questionado sobre a absurda declaração que deu na última segunda-feira (17), de que famílias pobres “sem pai, sem avô, mas com mãe e vó” são “fábricas de desajustados” que fornecem mão de obra ao narcotráfico.

Segundo o candidato a vice, a polêmica aconteceu pela presença da imprensa, que pega no pé dele, pois o que ele afirmou é uma constatação, um dado, que o médico Drauzio Varella já tinha falado. Por telefone, no entanto, o oncologista negou ter afirmado o que Mourão apontou. “Eu jamais diria isso. Não tem estudo que demonstre, não tem base científica. É a opinião dele.”

O general afirmou, também, que a questão da mulher é uma das formas pela qual estão atacando a candidatura de Jair Bolsonaro, que reivindica torturadores, racistas, machistas, lgbtfóbicos e que representa um programa ultra neoliberal escravista, de continuidade do governo Temer, só que garantido na bala. Segundo ele, mulheres também votam em Bolsonaro e está tendo um apoio nas redes.

Por fim, Mourão declarou que “Hoje tudo virou bullying, racismo. Tem que ter cuidado pra falar”, após dar uma entrevista a jornalistas e participar de palestra em uma faculdade. Ironicamente, ele tem dado entrevistas sem o menor cuidado para destilar suas teses "sociológicas" racistas de que o Brasil herdou “indolência do índio e malandragem do africano”.




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